Walmart começa a usar vans autônomas para transportar suas mercadorias nos EUA

Por Daniele Cavalcante | 30 de Julho de 2019 às 10h41

Automóveis autônomos podem ter muitas utilidades além do transporte de humanos no dia a dia. As vans da startup Gatik, por exemplo, ajudarão o Walmart a transportar suas mercadorias no estado norte-americano do Arkansas. Os veículos modificados da Ford Transit Connect levarão os produtos da cidade de Rogers até Bentonville para abastecer o Neighborhood Market — uma rede de pequenas mercearias locais do Walmart.

O acordo entre as duas empresas foi anunciado no último fim de semana e prevê que a Gatik opere três vans e faça até 10 viagens por dia, sete dias por semana. Com operadores humanos no volante para substituir o sistema em caso de emergências, as vans seguirão uma das duas rotas entre as lojas: uma viagem mais longa de 8 km, que evita alguns cenários complicados de direção, ou um trajeto mais rápido com pouco mais de 3 km.

Foto: Matthew Boyle/Bloomberg

O principal objetivo após as viagens iniciais é operar as vans até que o sistema seja confiável o suficiente para realizar o trajeto “com segurança, sem um motorista de segurança a bordo”, o CEO da Gatik, Gautam Narang. Para ele, o fato de investir no transporte de mercadorias para empresas como o Walmart significa que a startup não precisará esperar até um momento em que as pessoas se sintam confortáveis em andar em veículos autônomos ou lidar com eles no trânsito. Ou seja, operar as vans autônomas em estradas sem passageiros humanos é algo que pode ser feito sem “esperar pela mudança do comportamento do consumidor”.

Narang acredita que sua startup pode atuar ainda em uma grande variedade de transportes, através de parcerias com gigantes de logística terceirizada como Amazon, FedEx, o Serviço Postal dos EUA, distribuidores de autopeças, distribuidores de alimentos e bebidas e até mesmo empresas médicas e farmacêuticas.

Faz sentido para uma startup de veículos autônomos escolher este nicho, com metas limitadas, se nos lembrarmos das dificuldades que as grandes empresas do setor têm de lidar para colocar seus automóveis autônomos para transportar pessoas. Um dos casos que mais ganhou destaque foi o acidente fatal envolvendo um carro da Uber, que atropelou e matou Elaine Herzberg, de 49 anos, mostrando à indústria que os sistemas ainda não são confiáveis o suficiente.

Fonte: Wired

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