O escritório em 2030

Por Alessandra Lippel | 18 de Janeiro de 2020 às 19h00

Nem bem saímos das celebrações do final de ano, olhamos para frente e nos deparamos com uma década novinha em folha a ser construída. Como as tecnologias prometidas para os próximos anos afetarão nosso dia-a-dia no trabalho? Será o fim do escritório convencional?

Quero convidar você a um exercício de futurismo. Quando em 2030 estivermos cantando parabéns para os aniversariantes do mês, como será o ambiente do escritório? Estaremos todos juntos no mesmo espaço? Provavelmente não.

Uma das coisas mais importantes a se aprender sobre futuro é que ele é mais feito de "es" do que de "ous" o que significa que as opções para qualquer coisa só tendem a aumentar e isso será visto também nos ambientes corporativos.

Antes havia apenas a casa e o escritório, depois a casa o escritório e o café, depois acrescentamos o coworking e mais recentemente os workplaces autônomos espalhados pelas cidades. Ficamos cada vez mais flexíveis e autônomos para construir nosso estilo de vida no trabalho ao mesmo tempo em que deixamos cada vez mais as máquinas decidirem o que é melhor para nós em outros aspectos como o caminho pra casa ou nossa playlist de músicas. O futuro é realmente imprevisível e curioso não é?

Com a chegada do 5G que deve estar disseminado até o meio da década estaremos finalmente consolidando o trabalho remoto, pois com uma conexão mais rápida e de qualidade, fazer uma vídeo conferência será tão trivial quanto enviar um WhatsApp. Aliás, uma opção será manter a conexão o tempo todo com câmeras 4k e grandes telas, o que permitirá trabalharmos com um colega a 400km de distância como se ele estivesse do nosso lado se assim quisermos.

Nas salas de reunião provavelmente teremos junto com a TV gigante, óculos de realidade aumentada e virtual para videoconferências imersivas com aplicativos que suportarão a tradução simultânea acabando de vez com as barreiras da língua no trabalho.

Nem só cubículos nem só espaços abertos, o que veremos são ambientes híbridos com grandes espaços de socialização e refúgios silenciosos para tarefas que exigem mais concentração.

O biophilic design estará cada vez mais incorporado ao design de interiores com plantas, presença de água, texturas e variação de luz e temperatura nos ambientes.

A tendência é que em 10 ou 15 anos grandes sedes corporativas se pareçam cada vez mais com campus de universidades. Uma base física para convivência, aprendizado onde você será livre poderá ir todos os dias, uma vez por semana, até morar lá se você quiser, mas se você quiser.

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