Elon Musk quer que a ONU proíba o uso de inteligência artificial em armamentos

Por Redação | 21 de Agosto de 2017 às 13h23
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Elon Musk, CEO da SpaceX e da Tesla, já deu várias demonstrações de preocupação com o futuro da tecnologia e da inteligência artificial. Ele e mais de 100 líderes em IA e robótica assinaram uma carta aberta pedindo que a Organização das Nações Unidas (ONU) vete o uso de armas autônomas, como forma de evitar uma “terceira revolução nos armamentos de guerra”.

O documento foi assinado na Conferência Internacional de Inteligência Artificial, em Melbourne, Austrália, e conta com o apoio de 116 fundadores de empresas de robótica e IA de 26 países — gente do calibre de Mustafa Suleyman, fundador do DeepMind do Google.

O evento deveria coincidir com a reunião do Grupo de Especialistas Governamentais (GGE) sobre Sistemas Autônomos de Armas Letais na ONU, mas o encontro acabou cancelado por dificuldades financeiras e deve ser reagendado para novembro.

A carta oferece aconselhamento técnico para o grupo da ONU e alerta sobre os perigos do desenvolvimento dessa tecnologia.

“Armas letais autônomas ameaçam se tornar a terceira revolução dos armamentos de guerra. Uma vez desenvolvidas, elas permitirão que conflitos armados sejam ainda maiores e durem mais do que nós, humanos, podemos compreender. Elas podem ser armas de terror, armas que déspotas e terroristas usam contra populações inocentes, e armas hackeadas para agir de maneiras indesejáveis. Nós não temos muito tempo para agir. Depois que essa caixa de Pandora for aberta, será difícil fechá-la.”

Há um mês, o bilionário também se reuniu com governantes dos Estados Unidos para discutir a regulamentação da inteligência artificial. Na ocasião, ele disse que uma regulação reativa à IA, feita depois do desenvolvimento das tecnologias, poderá chegar tarde demais.

A posição dele, porém, não é consenso: recentemente, Musk e Mark Zuckerberg discordaram sobre o assunto. O CEO do Facebook disse que a preocupação é “bastante irresponsável”. O CEO da SpaceX e Tesla rebateu dizendo que o entendimento de Zuckerberg sobre inteligência artificial é “limitado”.

Você pode ler a carta na íntegra no site do Future of Life Institute.

Fonte: The Daily Dot, Business Insider

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