Conheça projetos em impressão 3D que literalmente dão uma mãozinha ao usuário

Por Wagner Wakka | 06 de Agosto de 2018 às 09h13
photo_camera Captura/Youtube

Com certeza já passou pela sua cabeça o pensamento de que você precisa de uma mão a mais para dar conta das demandas do dia a dia. Pois bem, alguns engenheiros tiveram essa mesma ideia e criaram seus próprios braços mecânicos.

Um deles é o pesquisador do MIT Frederico Parietti. Ele criou um conjunto de braços que saem do centro das costas em um sistema parecido com o do Doutor Octopus, do Homem-Aranha. As garras são chamadas de Supernumerary Robotic Limbs (SRL) e funcionam como quatro braços totalmente independentes do resto do corpo.

Sustentado como um sistema mecânico, o sistema é todo controlado por um joystick. Com os braços mecânicos, ele consegue fazer movimentos de pinça com as garras e pegar objetos. O mecanismos, entretanto, ainda precisa de certo refinamento para ser efetivamente útil como braço.

Participe do nosso GRUPO CANALTECH DE DESCONTOS do Whatsapp e do Facebook e garanta sempre o menor preço em suas compras de produtos de tecnologia.

Outro projeto semelhante é o MetalLimbs. Um pouco diferente dos braços gigantes versão Octopus, este é mais modesto. Trata-se de uma dupla de pequenos braços extras voltados a fazer algumas pequenas confecções. Como a limitação está nas mãos, a ideia é controlar esses braços extras com um sistema no pé.

Criado na Universidade de Tokyo, o mecanismo tem sensores nos pés e joelho que reproduzem os movimentos dos braços extras. Assim, quando o usuário levanta a perna, o braço extra segue o movimento. Quando fecha os dedos do pé, a mão mecânica agarra algum objeto. Infelizmente, o protótipo feito pela universidade é apenas para estudos acadêmicos e não deve ser comercializado.

Um terceiro sistema, contudo, propõe ser ainda mais contido. Aqui, não há nada de braços saindo das costas, mas apenas uma mãozinha extra, literalmente. Uma prótese chamada de Double Hand, da startup YouBionic, tem a proposta de transformar a movimentação de uma mão em um sistema binário.

Isso quer dizer que cada metade da mão deve controlar um conjunto inteiro de outras mãos mecânicas. Não parece fácil, mas a startup acredita que com muita tecnologia, coordenação motora e treinamento isso seja possível.

Atualmente, a Double Hand é feita em impressão 3D e só é capaz de regular a abertura e fechamento do sistema mecânico com com cada metade da mão. Tal modelo para impressão pode ser comprado por US$ 58 ou US$ 2.100 na versão já pronta.

Bom, se até agora era preciso movimentar uma terceira mão, o projeto da pesquisadora Cristina Penaloza quer ir além: a movimentação mecânica controlada por impulsos nervosos. Em sua pesquisa no Advanced Telecommunications Research Institute de Kyoto, ela tenta ensinar uma mão mecânica a responder seus pensamentos.

Com eletrodos em sua cabeça, ela passa impulsos elétricos que são entendidos em 9 comandos para movimentação em eixos, bem como abertura e fechamento. A pesquisadora usa um sistema da IBM para reconhecimento dos impulsos e transformar tudo isso em códigos entendidos pelo braço mecânico. Em fase de testes, a tecnologia ainda não tem previsão de comercialização.

Por fim, seguindo ainda mais no caminho da diminuição dos equipamentos, a proposta desta última tecnologia é dar ao ser humano um dedo extra. Mais que isso, um segundo polegar opositor.

Criada pela pesquisadora do London’s Royal College of Art (RCA), a prótese também é feita em impressão 3D e encaixa na mão como uma pulseira com o sexto dedo. Assim como o MetalLimb, o segredo para o fechamento deste polegar extra está no movimento dos pés.

O sistema, chamado The Third Thumb (O terceiro polegar, em tradução livre), tem um pequeno motor no pulso do usuário, com o propósito apenas de abrir e fechar o dedo. Para isso, há dois sensores de pressão colocados no tênis do usuário que, via Bluetooth, enviam um sinal para mão. Um deles controla o movimento de extensão e flexão, o outro de adução e abdução do membro.

Embora a ideia seja interessante, a pesquisadora não tem o propósito de comercializar o produto, já que o projeto foi apenas um trabalho acadêmico.

Fonte: Digital Trends

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.