Computadores usarão mais eletricidade do que podemos gerar até 2040

Por Redação | 31 de Janeiro de 2017 às 15h17

Um relatório prevê que, na pior das hipóteses, podemos ficar sem energia elétrica até 2040 devido ao alto índice de uso de computadores em todo o mundo. Uma possibilidade menos pessimista é que, dentro desse mesmo período, não teremos mais eletricidade suficiente para atender às nossas necessidades de computação.

A previsão é da Associação da Indústria de Semicondutores (SIA, da sigla em inglês), que descobriu que a trajetória atual da computação mundial é autolimitada. Se o atual ritmo de crescimento seguir, num futuro não tão distante, precisaremos de mais eletricidade do que somos capazes de produzir para manter nossos hábitos digitais.

Uma das saídas para driblar essa crise energética é o uso de novas formas de produção, como a fusão nuclear. Considerada como o "Santo Graal" da pesquisa energética, este processo poderia fornecer uma fonte quase ilimitada de energia limpa e segura. Durante o processo de fusão, dois ou mais núcleos atômicos se juntam e formam um outro núcleo de maior número atômico. No entanto, o maior desafio da técnica é controlar o plasma e evitar que ele se espalhe

Já existem diversos projetos em andamento para tentar obter o domínio da tecnologia de fusão nuclear e gerar energia elétrica de forma controlada, entre ele o ITER (Reator Internacional Termonuclear Experimental), financiado por 35 países. O problema é que a construção do reator está atrasada e os custos não param de subir. Agora, o teste para a produção do primeiro plasma no reator acontecerá em 2025 e não em 2020, conforme estava programado. Isso significa que o reator atingirá a sua potência plena em 2035 e não em 2025 ou 2027, como previsto.

Construção do International Thermonuclear Experimental Reactor (ITER) em Cadarache, cidade do sul da França

Se os dados do relatório da SIA se mostrarem realmente precisos, é preciso acelerar o processo e dar um passo maior em direção à Era da Fusão. Isso porque 2040 é citado por muitos especialistas como o ano em que a Inteligência Artificial finalmente será tão inteligente quanto os seres humanos. Isso significa que tais sistemas serão transformadores e inaugurarão um novo tipo de sociedade, mas para isso eles precisam capacitá-la e alimentá-la.

Com informações do Futurism e Público

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