App do Google Glass ajuda mulher cega a se orientar pelas ruas e fazer compras

Por Redação | 23 de Novembro de 2017 às 18h36
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As assistentes virtuais estão começando a mostrar a real capacidade que a tecnologia permite. Seus recursos vão além de comandos para gestão de uma casa e de eletrodomésticos e manuseio do smartphone.

Uma repórter da rede CNBC, dos Estados Unidos, relatou recentemente como o Google Glass e outros gadgets têm sido essenciais na vida de sua tia, cega desde os 7 anos. A jornalista Christina Farr conta que um aplicativo mudou o cotidiano de sua tia.

Wendy Poth, com 60 anos, é completamente cega. Ela tem uma vida independente e trabalha como terapeuta e assistente social. Além disso, é uma entusiasta da tecnologia.É proprietára de um Apple Watch, de um iPhone e de um Amazon Echo, dispositivos usados para se informar e se conectar com família e amigos, além de ajudar nas atividades diárias.

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Agora, ela se inscreveu para participar de um teste de um aplicativo do Google Glass chamado Aira, direcionado para pessoas cegas ou que têm parte da visão comprometida.

Wendy Poth, que fez o teste com o Aira, e Christina Farr 

Como o Aira funciona

O aplicativo funciona como uma assistente de navegação. Por meio de uma conexão entre o Google Glass e o iPhone, Wendy pede para a Siri acionar a rede de agentes da Aira. São essas assistentes que vão ajudar nas tarefas solicitadas, no caso da tia da repórter, encontar uma cafeteria e ler o cardápio.

Wendy conta que a agente, chamada Wendell, teve o cuidado de ficar quieta enquanto caminhava em direção ao café, para permitir que ela ouvisse os barulhos da rua. Wendy dependia de uma bengala e fazia uso de sua percepção de audição para se guiar. Ela assim classificou a experiência: "mágica".

O app Aira usou o feed da câmera do Google Glass e o Google Maps orientar Wendy no trajeto e ler o menu.

Ao final do teste, a reação de Wendy foi categórica, ao ter uma sensação de independência: "Não preciso pedir ajuda a ninguém", disse ela. 

A Aira ainda está coletando feedback dos primeiros usuários para ajustar o produto. Hoje, a assinatura do serviço custa a partir de US$ 89 por mês, nos Estados Unidos, para pessoas com alguma deficiência ou problema de saúde.

Fonte: CNBC

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