Ação da Finep e Fapesp destinará R$ 65 milhões para projetos tecnológicos

Por Redação | 11 de Maio de 2017 às 16h18

Uma parceria entre a Finesp e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) já selecionou 42 projetos de pesquisa para o desenvolvimento industrial e comercial de tecnologias para receber um investimento de R$ 65 milhões. Os recursos são provenientes do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, juntamente com os das organizações que encabeçam a ação.

Entre as temáticas dos projetos escolhidos, estão pautas como inovações para a criação de cidades inteligentes, combate ao mosquito que causa a dengue e a zika, aplicações espaciais e o acelerador de elétrons Sirius. “Programas como esses estão na base de todo o desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação em qualquer país do mundo”, declarou o presidente da Finesp, Marcos Cintra. “É exatamente o apoio às pequenas e médias empresas que compõe o dinamismo, a seiva criativa na área de ciência e tecnologia”, completou o executivo.

Destacam-se alguns projetos, como um que prevê o desenvolvimento de um nanorrepelente natural de longa duração para prevenir a ação dos vírus transmitidos pelo Aedes Aegypt. Outro projeto visa a construção de um trem não tripulado para monitorar o túnel por onde passam os elétrons do acelerador Sirius, que está em construção no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, que faz parte do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais. E o mais bacana desse trem é que a tecnologia poderá ser usada para vistoriar túneis do metrô, galerias de mineração e portos.

Existem ainda projetos para a criação de cidades sustentáveis contando com um sistema de rastreabilidade e telemetria, que serviria para acompanhar o lixo produzido nas cidades desde sua coleta, até a criação de produtos reciclados, além de um sistema de comunicação via rádio para monitorar o funcionamento da iluminação pública.

Já quanto ao setor espacial, a ação apoiará projetos que desenvolvem soluções para desafios tecnológicos do setor no Brasil, como o envio e manutenção de instrumentos como o satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que estuda a atmosfera equatorial. Também serão apoiadas iniciativas em eletrônica, óptica espacial, propulsão, transponder digital, suprimento de energia, integração de sistemas e controles de órbita e altitude.

Fonte: Inovação Tecnológica

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