A década de 60 e os insumos tecnológicos para 2062

Por Pedro Conrade | 24 de Maio de 2017 às 16h47

A década de 60 foi muito emblemática para o avanço – ou discussão da tecnologia. Nela, começaram os primeiros registros de uso da informática para fins comerciais, a IBM lançou o chip, os primeiros homens e até mesmo robôs foram à lua. Além disso, também tivemos o lançamento do embrião da internet, a ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network), que consistia em uma rede operacional de computadores à base de comutação de pacotes.

Era inimaginável pensar onde chegaríamos se não fosse por um desenho futurista, produzido pela Hanna-Barbera, exibido originalmente em 1962: Os Jetsons, uma família que introduziu no imaginário da sociedade como seria o mundo em 2062.

Carros voadores, cidades suspensas, robôs, reuniões não presenciais e processos cada vez mais facilitados com o uso de gadgets e novas tecnologias eram constantes durante os 24 episódios exibidos pela série original. George Jetson, Jane Jetson, Judy Jetson, Elroy Jetson, Rosie e Astro foram pessimistas – temos praticamente tudo isso em 2017, 45 anos antes da previsão do desenho.

Vamos tentar traçar um paralelo de alguns elementos marcantes do desenho (sim, resolvi assistir novamente para escrever o artigo), com o atual cenário?

Robôs

Rosie, a empregada, tinha por finalidade, no desenho, cuidar das tarefas domésticas além de auxiliar no dia a dia das crianças. Atualmente, a Moley Robotics, empresa inglesa de robótica afirmou que trará ao Brasil, ainda esse ano, o Robotic Kitchen: um robô cozinheiro que criará diversos pratos através de uma tecnologia própria.

A novidade não para por aí, a Moley também informou que, em um futuro não muito distante a ideia é adaptar no mesmo dispositivo uma geladeira e uma máquina de lavar para que a solução seja completa.

Tour na Lua

Elroy Jetson, o filho (meu personagem favorito, por sinal), em um dos episódios, faz uma viagem de escoteiros à lua. Coisa simples. Como se você falasse para os seus pais que vai fazer alguma coisa e já volta. Gente, vai ser possível.

Você já ouviu falar na SpaceX? E em Elon Musk? Pois é. A empresa dele é parceira da Nasa para voos comerciais. Inclusive, sabia que eles lançaram um satélite que proverá sinal de Wi-Fi para aeronaves comerciais? Já pensou ler esse artigo lá de cima?

Carros Voadores

Logo na abertura do desenho, a família sai de casa em um carro voador. O Pai deixa os filhos na escola, que descem através de uma bolha, a esposa em um shopping e vai para o trabalho.

Em 2018, segundo os holandeses, teremos o PAL-V, primeiro giroplano do mundo. No solo, ele vai de zero a cem quilômetros em nove segundos e chega a 160 quilômetros por hora. Em voo, sua altura será de três mil metros do solo e com autonomia para percorrer um eixo equivalente a Rio – São Paulo. Ele custará por volta de R$80 mil e cerca de dez pessoas já fizeram a reserva.

Outra novidade foi divulgada pela chinesa Ehang, eles lançaram um drone que pode transportar pessoas. Não será necessário pilotar, será tudo programado em aplicativo. Em contrapartida, a distância percorrida não poderá ser muito extensa, a bateria só funciona até 23 minutos a nível do mar. Após duas horas no ponto de recarga, o drone está pronto para outra. O drone pode atingir velocidade máxima de 100 km/h e chegar à altitude de até 3,5 km.

Cidades Inteligentes

Com o propósito de lidar com aspectos climáticos, a casa da família Jetson era totalmente suspensa – acima ou abaixo das nuvens. Uma tecnologia muito disruptiva que, sem dúvidas, ainda não temos uma previsão ou protótipo. Mas isso não é ruim. Sempre precisamos de necessidades para criarmos soluções. Os avanços não podem estacionar, precisamos sempre nos reciclar e pensar além.

Dito isso, embora não tenhamos algo muito parecido, é louvável quando a tecnologia se aplica ao meio ambiente, como os telhados solares da Tesla. Com eles, podemos 14 kWh de energia e oferecer 5 kW de corrente contínua para uso interno das casas, podendo chegar a picos de até 7 kW.

2017 - 2062

De fato, antecipamos 45 anos. O que naquela época parecia assustador, inclusive em sua reprise, por volta dos anos 2000, hoje é realidade - e no futuro será mais ainda. A tendência é que a cada ano tenhamos muitas surpresas boas. Em 2062 eu terei setenta anos e com muito orgulho poderei dizer que sou da época em que a tecnologia revolucionou positivamente o mundo.

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