WAN Híbrida: está na hora de fazer as contas

Por Colaborador externo | 18.05.2015 às 12:41
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Por Adam Fuoss*

Com mais aplicativos hospedados em provedores de SaaS e a constante busca das empresas por redução de custos sem sacrificar o desempenho, muitas companhias procuram formas de ampliar ou substituir suas caras infraestruturas redes MPLS por redes com Internet. Por muito tempo, as redes MPLS atenderam as necessidades corporativas, mas cada vez mais empresas percebem o desperdício de dinheiro ao enviar uma variedade de aplicativos através de links MPLS caros e que não funcionam como deveriam. A pergunta que muitas se fazem, neste momento, é muito simples: Qual a proporção correta de tráfego que deve ir para a rede MPLS e para uma Internet VPN?

Uma das formas mais simples para começar a reduzir custos, enquanto ocorre o aumento de banda larga, é utilizar a configuração de WAN híbrida. Ela consiste em uma filial com dois ou mais links de conexão com a empresa. Apesar de muitas organizações não saberem disso, algumas já têm a infraestrutura para a WAN híbrida implantada, geralmente com um link MPLS principal e um link secundário de Internet VPN – caso ocorra uma falha na MPLS. Infelizmente, para muitas, o link secundário fica simplesmente ocioso, quando na realidade poderia ser utilizado junto com o MPLS. Isso porque, geralmente, é difícil utilizar a internet de forma efetiva, por conta das limitações na forma em que as tecnologias de rede operam atualmente. A WAN Definida por Software (SD-WAN) pode ajudar neste aspecto.

Antes de começar a utilizar a infraestrutura de rede híbrida, a empresa deve analisar quais são os aplicativos mais críticos na sua rede corporativa. Após a avaliação inicial será possível ter uma noção melhor dos tipos de aplicativos utilizados pelos usuários e, o que fica evidente de imediato, é que muitos deles já são executados através da internet e/ou não se beneficiam da MPLS. E-mail, SharePoint, Oracle e ERPs, por exemplo, trabalham perfeitamente bem através de um link de internet e, na verdade, quanto mais usuários migram para serviços como o Office365 e o Salesforce.com, mais destes serviços serão acessados somente através da internet. Muitos dos aplicativos são projetados para trabalhar com conexões ruins e podem funcionar muito bem através de conexões de internet VPN. O MPLS adiciona pouco valor a qualquer uma destas ferramentas.

Os únicos três aplicativos que podem se beneficiar da MPLS são o VoIP, Video Conferência e Desktops Virtuais (VDI). Estes serviços dependem muito de uma entrega confiável de pacotes para uma experiência de alta qualidade para o usuário final, que é exatamente a função das redes MPLS. Provedores geralmente oferecem alta prioridade para o tráfego mais crítico, prática conhecida como Classe do Serviço (COS) e/ou Qualidade do Serviço (QoS). Isso fornece a confiabilidade necessária para que os aplicativos críticos funcionem bem, mas só suporta até um certo limite de banda larga. Logo, é preciso escolher quais são realmente críticos. Aplicativos que não se encaixam neste modelo simplesmente sairão com a prioridade tradicional, como já acontece em links da Internet.

A configuração da WAN híbrida é uma ótima forma de empresas começarem a ampliar suas redes MPLS para permitir maior banda larga e, ao mesmo tempo, reduzir custos. Conforme as companhias analisam formas de se distanciarem da MPLS, uma estratégia de SD-WAN pode ser instalada para, aos poucos, mudar tudo para a Internet.

*Adam Fuoss é gerente de engenharia de sistemas da Silver Peak.