SDN e automação: a revolução das redes

Por Colaborador externo | 09 de Março de 2016 às 07h06

Por Giovanni Celestre*

As redes de dados interconectam serviços, computadores, máquinas e pessoas. Todas as comunicações estão baseadas e dependentes delas. No entanto, é incrível o quanto de trabalho manual e sujeito a erro ainda está envolvido no seu funcionamento.

Na verdade, você pode imaginar uma rede como um grande dispositivo distribuído, onde cada elemento tem que ser configurado separadamente, embora o resultado final dependa da harmonia entre esses elementos.

Muito comentado nos últimos tempos, o Software Defined Networks (SDN) contribui nesse sentido, com uma importante mudança de paradigma ao preconizar o controle, gerenciamento e funcionamento centralizado da rede. Menos variáveis. Menos pontos de mudança, ou seja, menos erros potenciais entram em cena. É a evolução da rede.

Segundo o IDC, o SDN é um dos conceitos que desde agora e nos próximos anos, revolucionarão a forma como se operam as redes de telecomunicações no mundo, respondendo às mudanças da crescente demanda no tráfego dos usuários e das empresas. A consultoria ainda prevê que o mercado alcançará uma soma aproximada de US$ 8 bilhões por volta do ano de 2018.

Embora não seja o principal elemento por trás da sigla SDN, a Automação também representará um grande papel na forma como as redes serão gerenciadas e utilizadas em um futuro próximo. Com isto, é possível se concretizar um ambiente de serviços e aplicações totalmente automatizado. A Automação pode ser considerada o impulsionador do SDN.

Ao utilizar técnicas de Automação podemos criar interfaces amigáveis e "esconder" os aspectos mais complicados e repetitivos de tarefas usuais. A Automação permite também a inserção de códigos customizados e um funcionamento mais aderente às necessidades específicas dos usuários desses serviços.

Além disso, é possível utilizar scripts e bibliotecas de uso público, com procedimentos testados e depurados em ambiente colaborativo. Mais ou menos como o desenvolvimento de sistemas de sucesso como o Linux.

O uso de ferramentas de automação, juntamente com o controle centralizado da rede, deve diminuir bastante a ocorrência de erros devidos aos operadores e gerenciadores.

Imagine, por exemplo, a reconfiguração de dez Firewalls em produção, necessitando atualização de regras de acesso e com ligeiras modificações de equipamento para equipamento.

Como o uso de toda e qualquer ferramenta, o aumento da precisão e produtividade estarão em ação, tornando as redes mais confiáveis e disponíveis, cumprindo um papel essencial na infraestrutura das telecomunicações modernas.

O futuro das redes evoluídas é agora!

*Giovanni Celestre é diretor de educação e tecnologia da CYLK Solutions, empresa do Grupo IHC.

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