Nuvem global ou provedor local? O barato que pode sair caro

Por Colaborador externo | 04 de Janeiro de 2017 às 07h21

* Por Marcos Weber

A maioria dos negócios, hoje, tem dados que precisa manter seguros e em funcionamento, e por isso, é tão fundamental que os executivos do setor mantenham as operações de hospedagem como assunto principal. Uma das principais dúvidas dos gestores é se contratam uma solução em nuvem de grandes corporações com operações em escala global ou se apostam em um provedor local. As escolhas feitas agora, com certeza, irão impactar no crescimento das companhias já, que, de acordo com o IDC, entre 2013 e 2020 o universo digital vai crescer de 4,4 trilhões de gigabytes para 44 trilhões.

Então, refletir sobre qual caminho seguir é fundamental para assegurar a resiliência dos negócios. Para isso, fazemos aqui uma comparação sobre os dois principais aspectos que devem ser levados em conta para a tomada de decisão: segurança e economia. Segurança Primeiro devemos falar sobre o mais importante: segurança. É fundamental ter um serviço robusto que garanta suporte mais acessível, próximo, e, principalmente manter um ambiente seguro e gerenciado 24x7x365, capaz de evitar falhas de segurança, fraudes, ameaças e invasões. Mas não é só isso que é necessário.

Também é preciso garantia de rodagem das operações, contando com estrutura de redundância e contingência (se um equipamento cai, outro entra em operação para segurar os sistemas no ar), disaster recovery, backup e afins - tudo para minimizar indisponibilidades de sistema que são críticas ao negócio e podem ocasionar expressivas perdas às empresas clientes.

E, para manter todos estes requisitos, é preciso infraestrutura e comprometimento do fornecedor. Um bom exemplo de como NÃO fazer: recentemente, uma companhia paulista, ou seja, local, de serviços de hospedagem de sites e cloud computing, deixou milhares de clientes fora do ar, devido ao corte de conexão dos servidores da empresa por falta de pagamento. Isso mesmo que você leu: falta de pagamento. O caso ganhou grandes proporções em todo o Brasil, já que sites de prefeituras, escolas e empresas ficaram fora do ar, causando um verdadeiro transtorno e, ainda por cima, ficando vários dias sem ouvir sequer uma explicação por parte da companhia.

Economia

Em uma nuvem global, existem comumente soluções que permitem um suporte adequado para alinhar os serviços às demandas de cada empresa. O que acontece é que, muitas vezes, as companhias compram um pacote de serviços que é mais do que ela precisa, ou até ocorrem casos que haja necessidade de consumo de muita banda em um determinado período (varejo online no Natal ou Black Friday, por exemplo), mas depois a demanda diminui e o que acontece? Fica lá o serviço contratado, gerando custo e sem utilidade. Um provedor global, em função da sua infraestrutura mais resiliente, consegue avaliar a demanda corretamente e propor soluções alinhadas, evitando desperdícios.

Ou seja, se o usuário precisar de mais banda em determinados momentos o provedor pode entregar, voltando a reduzir assim que necessário, pois possui estrutura, tecnologia, pessoal e recursos para manter este tipo de operação customizada. Uma nuvem global tem todo o respaldo de um gigante da computação envolvido, com tecnologia desenvolvida e melhorada em anos de experiência e rodagem no mercado. Claro que redução de custos são necessários em tempos difíceis e, claro, um provedor local sairá mais barato, inicialmente, mas será que vale a pena confiar a uma companhia pouco resiliente o coração da sua empresa? Pense bem, pois, como diz o ditado: “o barato sai caro”.

* Marcos Webes é diretor executivo da NGXit