Mercedes aposta em storage flash para acelerar testes de veículos de Fórmula 1

Por Redação | 11.04.2016 às 07:04 - atualizado em 02.05.2016 às 16:29
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A disputa pelo Campeonato Mundial de Fórmula 1 vai muito além das corridas: o esporte é um dos mais regulamentados do mundo, com mudanças frequentes de regras e padrões que exigem que equipes se adaptem através do uso da tecnologia. Atualmente, um carro de corrida da categoria está carregado com uma média de 150 sensores, que geram cerca de 2 mil elementos de dado por minuto. E a análise de cada megabyte destes dados pode ser essencial para ajudar pilotos a vencer dentro das pistas.

Para a Mercedes AMG Petronas, a atual campeã do mundo, a aposta para a temporada deste ano foi na renovação da sua infraestrutura de dados através da adoção de sistemas de armazenamento em flash, em uma compra fechada com a fornecedora norte-americana de Mountain View, Pure Storage.

O investimento total no negócio não foi revelado, mas teve como principais objetivos a redução da complexidade da operação da equipe e o aumento da velocidade de processamento dos sistemas utilizados tanto durante as corridas quanto para o desenvolvimento dos novos carros de corrida em sua sede em Brackley, no Reino Unido.

Ao Canaltech, o CMO da Pure Storage, Jonathan Martin, explicou que um dos principais desafios da escuderia era otimizar a infraestrutura do seu data center móvel, que é transportado para cada uma das 21 corridas anuais do campeonato e montado, desmontado e remontado a cada novo Grande Prêmio.

O problema com a infraestrutura era duplo: além da organizadora da F1, a Federação Internacional do Automóvel (FIA), limitar o peso da infra e cobrar por quilograma de equipamento transportado, a necessidade de alta disponibilidade e de zero latência na coleta de dados durante as corridas impedia a equipe de optar por uma solução em nuvem, por exemplo.

Com a adoção da solução de storage em flash, a equipe conseguiu substituir suas 26 unidades que somavam 40 TB de armazenamento por apenas seis unidades de 88 TB - na forma de dois sistemas Pure Storage FlashArray//m70 e quatro FlashArray//m20. Na prática, um dos ganhos que a Mercedes observou foi na abertura de arquivos de telemetria dos carros, que ficaram 35% mais rápidas.

Em sua sede, a adoção da tecnologia em flash também agilizou os processos de design, com uma redução no tempo de processamento de aplicativos de back-end e suporte de até 70 máquinas virtuais por dia em comparação com a limitação de até duas máquinas/dia que podiam ser provisionadas pela infraestrutura antiga.

Em termos concretos, a empresa hoje pode simular até 70 modelos de veículos virtuais por dia para otimizações de design, utilizando todos os dados coletados durante as corridas - antes, a Mercedes simulava apenas um ou dois modelos por dia.

Além dos ambientes já implementados, a equipe inglesa de Fórmula 1 também fechou recentemente uma nova parceria com a Pure Storage para o uso da solução de alta escalabilidade Flashblade, que deverá ser utilizada para em cenários de alta demanda por programação, design e analytics, no qual todas as simulações poderão ser feitas levando em conta dados históricos e futuras regulamentações do esporte.