Mais da metade do orçamento de TI no Brasil em 2015 irá para infraestrutura

Por Rafael Romer | 07 de Abril de 2015 às 12h25

A consultoria de mercado Gartner revelou nesta terça-feira (7) sua nova pesquisa sobre as prioridades dos CIOs 2015, que coloca a infraestrutura e Data Centers em primeiro lugar como foco dos diretores de informática na América Latina. Na frente de preocupações como BI, ERP, Cloud e Mobilidade, a infraestrutura e data centers concentrarão 57% do orçamento de Ti das empresas no Brasil.

No ano passado, a infraestrutura e data centers estavam no segundo lugar da lista. "A demanda de capacidade computacional no país aumenta e a gente precisa processar em algum lugar. O Brasil é um país carente de capacidade computacional", avaliou o chairman da conferência e analista de data center do Gartner, Henrique Cecci.

Dois desafios ainda agravam a situação do CIO brasileiro neste ano: a alta do dólar e a crise elétrica, que terão impacto importante no CAPEX de algumas empresas. Na avaliação da consultoria, isso pode gerar alguma transformação nos investimentos de CAPEX e OPEX em TI, com mais empresas focando em infraestrutura como serviço ou estendendo o ciclo de vida de sistemas já adquiridos. "Nos últimos meses nós vimos uma variação de 30% e isso tem um impacto para os fornecedores", afirmou Cecci.

Em uma pesquisa pré-conferência, realizada com profissionais brasileiros de TI, a consultoria identificou que ao mesmo tempo em que a necessidade computacional cresce, a preocupação com os custos também colocou a otimização como a maior preocupação do setor para os próximos 12 meses. Dos participantes da conferência nesta terça-feira, 30% identificaram que atualmente a otimização de custos é o maior desafio de TI.

Para a consultoria, a redução destes custos passa pelo avanço da cloud. Segundo os analistas, as organizações precisam alavancar a cloud para suportar data centers virtualizados e garantir uma continuidade de serviço que será necessária para suportar o crescimento da Internet das Coisas - tendência que está no centro das decisões de negócios no futuro. Para isso, a consultoria também defende o conceito do data center integrado: uma combinação de serviços com o único objetivo de garantir serviço em tempo real, 24/7.

"O marketplace está mudando a forma como olhamos para serviços", afirmou o analista de infraestrutura, David Cappuccio. "A coisa [da Internet das Coisas] se torna seu consumidor, porque pode derivar negócios se estiver bem integrada com seu departamento de TI". Hoje, a estimativa é que haja 1,6 bilhão de laptops e tablets no mundo e 900 milhões de "coisas", como sensores e controladores inteligentes. Até 2020, a quantidade de dispositivos atingirá a marca de 25 bilhões.

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