Lacuna de disponibilidade custa às empresas brasileiras R$ 68,4 milhões por ano

Por Redação | 25 de Abril de 2017 às 16h15

Atualmente, 96% das organizações têm iniciativas de transformação digital em suas estratégias e mais da metade dessas iniciativas estão em processo agora. Entretanto, de acordo com os últimos dados da indústria divulgados pela Veeam Software, provedora de soluções que entregam disponibilidade para as empresas, há uma grande desconexão entre as expectativas dos usuários e o que a TI pode entregar, o que está impedindo a inovação.

Segundo pesquisa da Veeam feita em parceria com a ESG com mais de 1 mil executivos de TI de grandes empresas em 24 países, incluindo o Brasil, as paradas nos sistemas não planejadas podem trazer custos de US$ 21,8 milhões por ano (ou R$ 68,4 milhões. De fato, 82% das empresas no país admitem sofrer uma ‘Lacuna de Disponibilidade’ - a lacuna entre a demanda dos usuários por acesso ininterrupto a serviços de TI e o que os negócios e a TI realmente podem entregar.

O estudo revela ainda que, no Brasil, 78% dos respondentes reconhecem que têm uma lacuna de proteção de dados, ou seja, elas não conseguem proteger seus dados com a frequência suficiente para atender às expectativas do negócio.

Indisponibilidade

As paradas não planejadas nos sistemas são geralmente causadas por ciberataques, falhas de infraestrutura, falhas na rede e desastres naturais (com paradas nos servidores durando uma média de 85 minutos por incidente). Enquanto muitas organizações ainda estão planejando ou apenas começando suas jornadas transformativas, mais de dois terços concordam que essas iniciativas são críticas ou muito importantes para a diretoria e para as linhas de negócios.

A indisponibilidade também leva as empresas a enfrentar consequências que não podem ser medidas em uma planilha. O estudo deste ano mostra que quase metade das empresas observam uma perda da confiança do cliente, e 40% vivenciam danos à integridade da marca, que afetam tanto a reputação da marca como a retenção de clientes. Olhando para implicações internas, um terço dos respondentes veem a diminuição da confiança do funcionário e 28% tiveram um desvio de recursos de projetos para ‘limpar a bagunça’.

“Hoje, o imediatismo é rei e o consumidor tem tolerância zero para paradas, seja em uma aplicação de negócios ou em sua vida pessoal. As empresas estão focadas em entregar a melhor experiência de usuário e, independentemente de elas perceberem ou não, no coração disso está a disponibilidade”, ressalta Peter McKay, presidente e diretor de Operações da Veeam Software.