Hyperloop quer abrir centro de pesquisa no Brasil

Por Redação | 02 de Outubro de 2017 às 10h50
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30 minutos. Esse é o tempo estimado para uma viagem entre São Paulo e o Rio de Janeiro pelo Hyperloop, um sistema de trens de alta velocidade idealizado pelo bilionário Elon Musk. Muito em breve, se tudo der certo, essa pode ser uma realidade, já que a empresa responsável pelo desenvolvimento da plataforma deseja abrir um centro de pesquisa e desenvolvimento da tecnologia no Brasil, com início do funcionamento previsto para o primeiro semestre do ano que vem.

Essa, pelo menos, é a vontade de Bibop Gresta, CEO da Hyperloop Transportation Technologies (HTT), que esteve no Brasil na última semana para as negociações, que estão ocorrendo com os governos de Minas Gerais e mais dois estados não citados pelo executivo. O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e representantes do setor de transporte de cargas também estão envolvidos.

O investimento para criação da unidade estaria estimado em US$ 10 milhões, sendo metade deste valor a ser coberta pela própria HTT. A outra metade seria levantada por parceiros que desejem fazer parte da iniciativa. O calendário, porém, é veloz – uma vez instalado o centro de pesquisa e desenvolvimento, a expectativa é que o primeiro Hyperloop brasileiro comece a funcionar em pouco mais de três anos, já que, de acordo com Gresta, a tecnologia dos trens já está pronta, faltando apenas a autorização para que sua fabricação e implementação sejam iniciados.

Entretanto, nada de se animar com as viagens, pelo menos por enquanto. Apesar de citar o preço mais baixo do trajeto, a HTT afirma que, pelo menos em sua etapa inicial, o Hyperloop deve ser usado para o transporte de cargas, enquanto seu funcionamento para levar pessoas ainda está em fase de testes e planejamento, mesmo no exterior.

Como funciona

Na aparência, o Hyperloop é convencional, tendo formas parecidas com as de um trem-bala japonês. O que muda e permite que ele atinja altas velocidades, entretanto, é o seu funcionamento, pois ele roda no interior de um túnel de baixa pressão. Isso, junto com seu sistema de propulsão, permite que ele atinja velocidades de, teoricamente, até 1,2 mil quilômetros por hora.

Mais rápido do que um avião, o trem também tem um funcionamento mais barato, apesar de exigir linhas e infraestrutura adicionais. Com atrito praticamente zero, a promessa também é de um transporte mais confortável para os passageiros, sem turbulência, além de dispensar procedimentos de segurança como os vistos nos aeroportos.

A tecnologia foi desenvolvida por Elon Musk e liberada por ele de graça, sem cobrança de royalties, como uma forma de fomentar sua implementação. A HTT, junto com a Hyperloop One e a TransPod, estão entre os principais nomes trabalhando na implementação e desenvolvimento da tecnologia.

Fonte: Valor Econômico

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