Banda larga de 700 MHz foi alocada em vários mercados da LATAM

Por Nathan Vieira | 15 de Dezembro de 2019 às 16h50

Na última semana a 5G Americas, uma associação setorial dos principais provedores de serviços e fabricantes do setor de telecomunicações, anunciou um novo estudo sobre banda larga de 700 MHz na América Latina. Segundo esse estudo, a Banda larga de 700 MHz foi alocada, em alguns casos para serviços de banda larga móvel em vários mercados da América Latina, e por sua facilidade de propagação acaba sendo uma alternativa para expandir os serviços de conectividade na região.

O estudo observa que, embora existam pelo menos 25 redes LTE implantadas nesse espectro na América Latina, não estão disponíveis em todos os países. Em mercados como Argentina e Brasil, por exemplo, a banda de 700 MHz foi disponibilizada muitos anos após sua alocação para serviços móveis (em todo o país em 2018 na Argentina e 2019 no Brasil). Esse estudo, intitulado “A Banda de 700 MHz na América Latina”, também aponta que, devido às suas características, é uma das bandas mais favoráveis para acelerar a adoção de serviços de banda larga móvel.

Uma das características fundamentais da banda de 700 MHz é sua grande capacidade de propagação de sinal, o que torna atraente a expansão da cobertura de serviços de banda larga sem fio em áreas com baixa densidade populacional, com implantação de rede mais rápida e barata, de acordo com esse estudo. Esta situação se torna ideal para aprimorar a crescente economia digital, incorporando a digitalização em setores da sociedade que foram postergados até agora por condições geográficas.

Por fim, esse relatório também traz à tona que, com maior acesso à conectividade, os países da região poderão fortalecer os diferentes setores da economia e melhorar os serviços de assistência social à população. Essa etapa é essencial para implementar o teletrabalho, a agricultura eletrônica e outros programas que buscam aumentar a produtividade do país, bem como os serviços de telessaúde e teleducação para que os cidadãos possam melhorar sua qualidade de vida.

Curiosamente, na última quinta (12), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deixou para o ano que vem a decisão de iniciar a implantação do 5G no Brasil. Isso aconteceu na abertura de consulta pública do edital da quinta geração da telefonia móvel. A decisão não caiu bem entre as maiores operadoras do Brasil. Durante a reunião desta quinta, o conselheiro Emmanoel Campelo de Souza Pereira apresentou mudanças para redistribuir as parcelas de espectro dentro de cada faixa, reorganizar as áreas regionais a serem disputadas e afastar a priorização de novas entrantes e pequenas empresas.

Fonte: UOL

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