Avião movido a energia solar conclui seu primeiro voo ao redor do mundo

Por Redação | 28 de Julho de 2016 às 19h18

O primeiro voo ao redor do mundo de uma aeronave alimentada por energia solar foi concluído com sucesso. Depois do pouso em Abu Dhabi, onde foi realizada a primeira decolagem, o projeto de engenharia suíço Solar Impulse 2 mostrou que é possível utilizar energia renovável na indústria de aviões comerciais. Desde março de 2015, quando iniciou sua trajetória, o Solar Impulse 2 percorreu mais de 40 mil quilômetros e fez 16 paradas em todo o mundo sem utilizar uma gota de combustível.

O objetivo do voo é demonstrar que o uso de energias limpas pode reduzir pela metade o consumo de energia no mundo, poupar recursos naturais valiosos e melhorar a qualidade de vida. "Nossa missão agora é continuar a motivar as pessoas, empresas e governos a utilizarem essas mesmas soluções onde quer que faça sentido", disse o presidente da Solar Impulse e piloto, Bertrand Piccard. Para conseguir concluir com sucesso a missão, a aeronave foi alimentada por 17.248 células solares que transferiram energia para quatro motores elétricos, que por sua vez alimentaram as hélices do avião. Durante a noite, o avião funcionava com quatro baterias de polímero de lítio.

Solar Impulse 2

Para captar a energia solar, o avião tem placas fotovoltaicas adaptadas em sua envergadura de 72 metros. São ao todo 2.300 kg de aeronave, similar a um caminhão de médio porte (para efeito de comparação, um Boeing 747 pesa 180.000 kg).

Apesar da ótima história, a jornada do Solar Impulse 2 estava longe de ser rápida e livre de problemas. Os pilotos sofreram um atraso de nove meses, depois que as baterias do avião foram danificadas durante um voo do Japão para o Havaí. A viagem também foi adiada em mais de uma semana no Cairo quando Piccard adoeceu devido às más condições climáticas.

Ao longo de toda sua missão, o Solar Impulse 2 completou mais de 500 horas de voo, viajando a uma velocidade média entre 45 km/h e 90 km/h. A aeronave fez paradas em Omã, Índia, Myanmar, China, Japão, Estados Unidos, Espanha, Itália, Egito e Emirados Árabes Unidos. Em comunicado, o segundo piloto André Borschberg afirmou que agora não é mais uma questão de saber se é possível voar sem combustível ou emissão de poluentes. "Ao voarmos ao redor do mundo graças à energia renovável e tecnologia limpa, temos demonstrado que agora podemos tornar o nosso mundo mais eficiente no uso de energia", disse Borschberg.

O avião com apenas dois lugares foi desenvolvido com fibra de carbono, que o torna mais leve. O projeto foi orçado em US$ 100 milhões e contou com diversos patrocinadores como a Solvay, Google, Moet Hennessey, Omega, governo de Abu Dhabi, entre diversos outros.

Via Time

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