Que diferenças existem entre virtualização e computação na nuvem? E qual adotar?

Que diferenças existem entre virtualização e computação na nuvem? E qual adotar?

Por Redação | 27 de Janeiro de 2014 às 12h34

O seu departamento de TI vive falando que seus servidores deveriam ser virtualizados e que é possível reduzir custos armazenando dados ou acessando apps diretamente na nuvem e você não faz a mínima ideia do que isso significa? Embora esses termos sejam cada vez mais utilizados, não é todo mundo que sabe o significado deles e, numa reunião ou bate papo do dia-a-dia, muita gente pode ficar perdida. Até mesmo aqueles que conhecem computação ainda se confundem e acham que virtualização é sinônimo de computação na nuvem. É bem verdade que as tecnologias podem ser semelhantes, mas há uma diferença significativa entre elas e como elas podem afetar o seu negócio.

Para ajudá-lo a compreender o que realmente está por trás desses dois jargões, o Business News Daily preparou um guia.

O que é virtualização?

Em poucas palavras, a virtualização é feita por um software utilizado para criar infraestruturas virtuais a partir de uma estrutura física. É a tecnologia que respalda a computação na nuvem.

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Segundo Mike Adams, diretor de marketing de produtos na VMware, uma das empresas pioneiras em virtualização e computação na nuvem, "a virtualização torna possível executar vários sistemas operacionais e várias aplicações numa mesma máquina e ao mesmo tempo". Para ele, graças a esse recurso, as empresas podem reduzir os custos com TI ao mesmo tempo que melhoram a eficiência do negócio utilizando o parque de máquinas já existente.

Já John Livesay, vice-presidente da InfraNet, empresa especialista em infraestrutura de redes e serviços, diz que é possível tornar os sistemas virtuais independentes da infraestrutura lógica de hardware ao instalar um monitor de máquina virtual acima da camada de hardware do negócio.

Como a virtualização se difere da computação na nuvem?

Essencialmente, a virtualização difere da computação na nuvem porque é um software que manipula o hardware, enquanto a computação na nuvem é o resultado dessa manipulação.

"A virtualização é um elemento fundamental à computação na nuvem", afirma Adams. "A computação na nuvem é a entrega de recursos, software ou dados de computadores compartilhados. É um serviço sob demanda executado através da internet".

A confusão é feita, principalmente, porque a virtualização e a computação na nuvem se correlacionam para fornecer tipos diferentes de serviços. Para Rick Phillips, vice-presidente da Weidenhammer, "a nuvem pode, e na maioria das vezes o faz, incluir produtos virtualizados para oferecer alguns serviços". No entanto, a nuvem verdadeira fornece serviços, elasticidade e escalabilidade que independem da virtualização.

Quais são as vantagens de um ambiente virtualizado frente a um na nuvem?

Antes de compreender as vantagens da virtualização, é necessário entender a diferença que existe entre a nuvem privada e pública.

"A computação na nuvem privada significa que o cliente montou ou alugou o hardware e software necessários para oferecer o serviço", explica Livesay. Já na nuvem pública, os usuários pagam à medida que utilizam os serviços e recursos de uma infraesturua de terceiros. "Você paga à medida que consome, à medida que utiliza os serviços oferecidos por um provedor a uma série de clientes".

Enquanto a nuvem privada é limitada a uma quantidade específica de usuários, que tem mais liberdade, controle e flexibilidade para gerenciar os recursos e sistemas, a nuvem pública é ofertada a uma infinidade de usuários que, por esse motivo, devem se preocupar com a segurança e a latência do serviço.

Posto isso, "com um ambiente virtualizado, as empresas podem manter e assegurar seu próprio castelo", diz Philips. E os benefícios disso são:

  • Maximização dos recursos: a virtualização pode reduzir o número de computadores físicos que você tem que adqurir, fazendo com que seus servidores sejam melhor aproveitados. A maioria dos servidores que existem por aí é subutilizada. A virtualização pode otimizar sua utilização e fazer o investimento em hardware valer a pena.
  • Múltiplos sistemas: com a virtualização, também é possível executar uma série de aplicações e até mesmo diferentes sistemas operacionais num único computador.
  • Integração orçamentária do setor de TI: ao utilizar a virtualização você precisará de recursos para gerenciar e administrar toda a infraestrutura da nuvem privada e, por isso, precisará integrar os custos das operações aos custos dos outros setores.

Como saber se o seu negócio precisa de uma solução virtualizada?

Antes de optar por uma solução virtualizada é preciso fazer uma análise detalhada das necessidades da empresa. Segundo Livesay, as companhias sempre se questionam sobre quem oferecerá o suporte técnico e quão desafiadora será a questão da integração dos sistemas virtualizados com outros sistemas.

No entanto, ainda deve-se considerar os custos operacionais, o quanto de esforço será exigido para gerenciar a nova infraestrutura – e se a empresa pode oferecê-la –, os requisitos de escalabilidade e a segurança.

"Via de regra, empresas que trabalham sobre o modelo OPEX têm menos recursos de TI e menos preocupações quanto à segurança e por isso são orientadas a adotar a nuvem", disse Livesay. "Por outro lado, negócios que precisam de mais controle para controlar a integração e segurança ou que trabalham sobre o modelo CAPEX tendem a adotar a virtualização – ou seja, a nuvem privada".

E como saber se você precisa de uma solução na nuvem?

Enquanto algumas organizações buscam a virtualização, outras acreditam que a melhor solução para o seu negócio é a nuvem.

Para Philips, a nuvem pode oferecer alguns benefícios, que são:

  • Suporte técnico terceirizado: empresas cujo foco do negócio não é TI podem se beneficiar do suporte técnico terceirizado, que geralmente é oferecido pelos provedores de serviços. Com ele, pode-se poupar recursos relacionados a TI e realocá-los para áreas mais importantes aos negócios.
  • Instalação rápida: começar a utilizar a nuvem é muito simples e fácil. Não é necessário se preocupar com o licenciamento de nenhum software, tampouco instalação do hardware. Tudo é feito em alguns dias – às vezes até horas.
  • Pague quando usar: com essa modalidade de cobrança, o cliente não precisa se preocupar com contratos fixos de custo altíssimo e a subutilização dos recursos contratados. Só será pago aquilo que for consumido.
  • Escalabilidade: planeja aumentar seus negócios e está preocupado se a nuvem suportará o novo tráfego de operações? Fique tranquilo. Nela, é possível mensurar e planejar o ritmo de crescimento do seu negócio. E, além disso, lembre-se que você só pagará por aquilo que utilizar.

Apesar das vantagens, nunca esqueça que as necessidades podem mudar e um dia talvez a virtualização se torne a melhor opção para o seu negócio, e vice-versa.

Que características um provedor deve ter?

Antes de mergulhar de vez neste mundo e contratar um provedor de serviços, Adams alerta a necessidade de verificar os seguintes pontos:

  • A solução oferecida já foi testada? Busque o histórico do provedor, seus produtos, casos e consumidores. Se necessário, pergunte aos clientes dele se estão satisfeitos com o serviço.
  • Há um documento ou planejamento da solução? Eles são importantes para a perfeita compreensão como a solução ajudará você e seu negócio.
  • Verifique se a solução oferecida pelo provedor tem integração com os principais softwares do mercado, bem como outros provedores de serviço e integradores de sistema.
  • Certifique-se que há alternativas e flexibilidade. Suas necessidades, produtos e processos crescerão à medida que seu negócio crescer, portanto é de extrema importância que o provedor ofereça a possibilidade de incorporar outras tecnologias ao longo do tempo.

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