Gartner: local onde dados estão armazenados será mais organizado até 2020

Por Redação | 03 de Julho de 2014 às 16h43

O Gartner acredita que até 2020 as organizações passarão a dividir a hospedagem de seus dados de acordo com uma combinação de fatores. Entre eles, está o fator legal, o fator político e o fator lógico. Em sua divulgação o Gartner utilizou o termo data residency, ou residência de dados, para se referir à localização física das informações.

Para o vice-presidente de pesquisas do Gartner, Carsten Casper, a discussão sobre residência e soberania de dados cresceu nos últimos anos, mas esse movimento estagnou a inovação tecnológica em diversas organizações. O conflito teria surgido das revelações de espionagem feitas pela Agência de Segurança Nacional (NSA), pois grande parte dos provedores de internet é americana. As informações são do site Baguete.

Segundo Casper, os líderes de TI encontram-se estagnados em uma discussão sobre residência de dados e há diversas outras partes envolvidas, como autoridades reguladoras, clientes e público. Para ele, é necessário aceitar o risco residual e equilibrar os diferentes riscos.

Quatro tipos de localização foram identificados pelo Gartner:

Localização física: Historicamente, sempre houve uma relação entre segurança e proximidade (quanto mais próximos da empresa, mais seguros os dados estão), mesmo que ele possa ser acessado de forma remota. A proximidade física ainda é uma questão cultural, principalmente entre órgãos reguladores. Para o Gartner, as instituições precisam equilibrar este risco com outros.

Localização legal: Ainda desconhecida entre alguns, este tipo de localização se refere à pessoa ou organização que controla os dados.

Localização política: Os dados podem estar armazenados em um outro local por causa do baixo custo da mão de obra daquele país, ou considerações como solicitações de acessos de agentes da lei, etc

Localização lógica: Este tipo de situação teria como objetivo unir as demais e está emergindo com força em acordos internacionais de processamento de dados, sendo determinada por quem tem o acesso aos dados. Por exemplo, pense em uma empresa brasileira, com contrato com uma filial inglesa de um provedor de nuvem americano que mantém um data center na Índia. Neste caso, a localização jurídica seria a Inglaterra, a política os Estados Unidos, a física estaria na Índia, mas logicamente os dados ainda estariam no Brasil.

Para a segurança, todos os dados armazenados na Índia e os que estão em trânsito teriam que ser criptografados, com chaves no Brasil. Para Casper, nenhum tipo de localização de dados resolve os problemas da residência de dados, por isso ele acredita em um “futuro híbrido”, onde as empresas usem diferentes locais para armazenamento.

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