Supercomputador de R$ 10 milhões é inaugurado na UFRJ

Por Redação | 14 de Julho de 2016 às 23h34
photo_camera UFRJ

Às vezes a ciência brasileira consegue produzir coisas muito boas. Apesar do baixo investimento na área científica, os brasileiros estão construindo bons equipamentos com tecnologia de ponta.

A UFRJ inaugurou ontem (13), no Instituto de Pesquisa Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (COPPE) um supercomputador, ao qual deram o nome de "Lobo Cordeiro". A nova máquina tem uma capacidade de 226 teraflops, o que significa que é capaz de executar 226 trilhões de operações matemáticas por segundo.

Lobo Cordeiro

Lobo Cordeiro é considerado o computador mais potente presente em uma universidade federal brasileira. De acordo com a COPPE, o consumo de energia dele é bem otimizado que o outro modelo, o Santos Dumont, e irá gastar cerca de dois terços de energia a menos. O consumo energético é sempre um fator problemático em aparelhos desse tipo. No mês passado, o supercomputador mais poderoso da América Latina, o Santos Dumont mencionado anteriormente, precisou ser desligado por conta do alto preço pago pela energia. Diferente do Lobo, ele tinha uma capacidade superior, de 1,1 petaflops.

Nem por isso o computador da UFRJ deixa de ser potente. Ele é um SGI-ICE X, com 6.072 núcleos, divididos em 232 nós de processamento e aceleradores GPGPU Intel XEON. A máquina ainda conta com uma RAM de 16 Terabytes e 720 terabytes de armazenamento com velocidade de 17GB.

É claro que obter toda essa potência não custou muito barato. O aparelho custou R$ 10 milhões, com recursos provenientes da exploração, desenvolvimento e produção de petróleo ou gás natural, geridos pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP). A máquina deve inclusive ser usada para pesquisas na área de energia e petróleo, desenvolvimento de biofármacos e de vacinas contra o vírus da zika, entre outros.

O supercomputador será utilizado não só pela UFRJ, mas também por outras instituições e empresas, públicas e privadas.

Fonte: Gizmodo