Raspberry Pi chega a 30 milhões de unidades vendidas no mundo

Por Felipe Demartini | 19 de Dezembro de 2019 às 11h13

O que começou como um projeto de computador barato e simples, que venderia apenas 10 mil unidades ao longo de seu ciclo de vida, se tornou algo muito maior. A Fundação Raspberry Pi anunciou nesta semana o recorde de 30 milhões de PCs comercializados em todo o mundo, um número que representa mais do que o dobro das vendas registradas na última vez que a organização falou em números.

Em 2017, a fundação comemorava a venda de 14 milhões de unidades do Raspberry Pi, um projeto que começou com a ideia de ser, simplesmente, um computador barato, que traz todos os seus componentes e entradas iniciais em uma única placa. A iniciativa evoluiu para se tornar um dos gadgets mais versáteis da indústria da tecnologia atual, servindo como PC pessoal ou educacional, mas também sendo aplicado em projetos de programação, hospedagem, infraestrutura, emulação e preservação de games e até mesmo na exploração espacial.

De acordo com o fundador da organização, Eben Upton, a marca de 30 milhões foi obtida em algum momento da última semana e pode ser um pouco imprecisa, pois se trata do fornecimento do equipamento para revendedores. Ainda assim, a expectativa é que o Raspberry Pi chegue ao final de 2019 com a marca dos 30 milhões batida, uma vez que, segundo ele, os computadores tendem a não permanecerem em estoque por muito tempo, com os lojistas adquirindo unidades que são rapidamente comercializadas aos usuários.

Pelo Twitter, Upton deu mais detalhes sobre os números oficiais. Segundo ele, o Raspberry Pi vende a um ritmo de 500 mil a 600 mil unidades por mês, mas os resultados atualizados e precisos somente chegam ao final de cada período de 30 dias. Ao final de novembro, eram 29,8 milhões de unidades comercializadas no mundo, com a expectativa de um total de pelo menos 30,3 milhões ao final deste ano.

Em sua quarta geração e sendo vendido a US$ 35, aproximadamente R$ 140, a maquininha tem a Oracle como um de seus mais prolíficos e recentes clientes; a empresa usou mais de mil Raspberry Pi na construção de um supercomputador. Enquanto isso, o Laboratório de Propulsores da NASA utiliza as placas em sua missão de exploração de Marte. E estes são apenas os dois “maiores” usos da tecnologia em uma infinidade deles.

Da mesma forma, o que era para ser um projeto restrito também se tornou um movimento bem acelerado para dar conta da demanda. De acordo com os dados oficiais, uma parceria com a Sony no Reino Unido garante um ritmo de fabricação de pouco menos de seis milhões de unidades da Raspberry Pi sendo fabricadas por ano, mais uma forma de suprir a demanda dos usuários e garantir a disponibilidade de diferentes modelos, com a máquina, hoje, chegando em diferentes configurações.

Fonte: Eben Upton (Twitter)

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