Quando 16 GB de memória RAM são realmente necessários?

Por Pedro Cipoli | 04 de Abril de 2019 às 08h18

Quais são os cenários em que 16 GB de memória RAM são realmente indispensáveis? Mal não faz, é claro, mas será que tudo isso é necessário para uma boa experiência de uso? Pode ser um diferencial importante na hora de escolher entre um notebook ou PC.

Vamos ver quais casos esse extra de memória RAM é realmente necessário.

Uso real

O autor deste artigo faz grande parte do seu trabalho em um Chromebook, que conta com simplórios 4 GB de memória RAM. É lento? Mais do que a média, mas a culpa é do processador Celeron, não da falta de memória RAM. O Chrome OS foi projetado para isso, então não chega a ser um exemplo tão representativo, assim como acontece com algumas distros Linux mais leves, já que 4 GB de RAM certamente seriam um problema em uma máquina com Windows 10.

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Trabalhos mais “pesados” são feitos em um notebook com Manjaro com 8 GB de memória RAM. Não há travamentos de forma alguma, e ainda que essa distro Linux seja mais leve do que o Windows, não é uma configuração “problemática” para rodar o Windows 10, sistema original da máquina. Porém, as coisas começam a ficar esquisitas quando executamos algumas tarefas.

Há uma terceira máquina, esta com 16 GB de memória RAM e Windows 10. Todas as tarefas “comuns” rodam que é uma maravilha. De navegadores até editores de vídeo pesados como o DaVinci Resolve ao GTA V. Claro, conta uma placa de vídeo dedicada para ajudar.

Pode parecer um caso particular, mas podemos tirar conclusões gerais.

Dos 4 GB aos 16 GB

É praticamente impossível encontrar uma máquina atual que não conte com pelo menos 4 GB de memória RAM. E isso não é por acaso. Com exceção de sistemas específicos, como Chrome OS (que roda relativamente bem com apenas 2 GB) e distros Linux mais leves, 4 GB são realmente o mínimo necessário para uma boa experiência com qualquer sistema.

Já 8 GB é bastante comum em máquinas com uma boa relação custo-benefício. É o suficiente para qualquer sistema moderno rodar bem (incluindo o macOS), abrir diversos programas ao mesmo tempo e rodar jogos mais modernos, ainda que você provavelmente tenha que abrir mão de alguns filtros e efeitos.

Subindo um nível, temos os 16 GB. É uma quantidade necessária para rodar games de última geração com boa qualidade, editar vídeos mais pesados e realizar tarefas mais pesadas. Claro, pareando com uma boa GPU. Máquinas com 8 GB começam a “abrir o bico” com edições mais pesadas até mesmo de imagens, tarefa que é inexequível com 4 GB (possível, mas pouco prático), caso da segunda máquina, originalmente.

Conclusão

Então é melhor pegar 16 GB logo de cara? Não necessariamente. Máquinas com 16 GB estão em um patamar mais elevado de preço, trazendo GPUs mais potentes, uma engenharia mais avançada, telas com mais resolução e assim por diante. Investir consideravelmente mais vale a pena se você realmente necessitar da memória RAM extra. Mas não vale a pena para ficar subutilizado.

Com informações: Quora, Digital Trends

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