Qualcomm pagará US$19,5 mi para resolver acusação de preconceito contra mulheres

Por Redação | 27 de Julho de 2016 às 16h20

A Qualcomm, empresa conhecida pela potência e presença de seus chips Snapdragon no mercado, aceitou pagar a quantia de US$19,5 milhões para tentar resolver uma ação judicial movida contra ela. A ação aponta discriminação de gênero, e alega que as mulheres recebem salários menores e têm menos chances nos programas de promoção da empresa.

A negociação foi feita antes que a ação fosse oficializada e deve alcançar cerca de 3,300 funcionárias começando pelas que estão nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, de acordo com o jornal The Wall Street Journal.

Segundo Sanford Heisler, firm jurídica que representa as mulheres, o acordo ainda precisa de aprovação de um juiz federal, mas a fabricante de chips afirmou que tentará nivelar o campo de funcionários - em relação a homens e mulheres - daqui pra frente, contratando inclusive consultores independentes e um oficial de conformidade interna na intenção de acelerar o treinamento e realização de equidade nos pagamentos, além de análises de promoção.

A queixa foi inicialmente preenchida por sete mulheres que trabalham em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, funcionárias relacionadas à Qualcomm e uma funcionária que ainda trabalha na empresa. A vice-presidente de relações públicas da companhia, Christine Trimble, disse que "a Qualcomm está comprometida em tratar seus funcionários de maneira justa e equitativa".

As acusações dizem que há uma discriminação sistêmica de gênero, e que isto fica mais evidente em trabalhadoras que são mães. Ainda apontam que o sistema de compensação é "falho", afetando negativamente as funcionárias do sexo feminino, de acordo com alguns documentos judiciais.

Tanto a Qualcomm quanto as mulheres concordaram em mediar a disputa em janeiro.

Os membros participantes desta ação deverão receber fundo de indenização de US$19,5 milhões, dependendo de fatores como a remuneração que recebiam na empresa e o tempo em que estão trabalhando. Ainda de acordo com o jornal The Wall Street Journal, os advogados das autoras da queixa estão exigindo 30% do valor do acordo para eles mesmos, deixando cerca de US$13 milhões às funcionárias afetadas.

Fonte: PC World

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