Pesquisadores desenvolvem chips biodegradáveis a partir de madeira

Por Redação | 28 de Maio de 2015 às 12h57

Pesquisadores dos Estados Unidos e da China se uniram para desenvolver chips semicondutores fabricados quase que completamente por um composto de celulose. Essa fibra da madeira torna os chips biodegradáveis e reduzem significativamente os custos de produção comparados aos semicondutores convencionais.

O desenvolvimento reuniu um grupo de 17 pesquisadores, sendo que a maioria deles pertence à Universidade de Wisconsin-Madison e ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Grande parte de um chip convencional possui uma camada de suporte, que abriga a parte do processador capaz de fazer o computador funcionar. Os pesquisadores substituíram essa camada que é fabricada por um metal não biodegradável por um composto denominado celulose nanofibril (CNF). Este composto se trata de um material utilizado para a fabricação de papel e é flexível, transparente e biodegradável.

De acordo com os pesquisadores, todas as características presentes na CNF fazem do composto uma ótima alternativa para a fabricação de chips utilizando materiais naturais como o papel e a seda. Ainda, os profissionais garantem que o chip é capaz de trabalhar com eletrônicos de alto desempenho.

O CNF foi revestido com resina epoxi para deixar a sua superfície lisa. Além disso, foram desenvolvidos métodos de fabricação de dispositivos oriundos de Arsenieto de gálio, componente amplamente utilizado na fabricação de smartphones e tablets, por exemplo. O Arsenieto de gálio é considerado uma substância cancerígena por autoridades da saúde.

A nova descoberta irá diminuir os custos com materiais para a fabricação de eletrônicos. "Nós de fato reduzimos o uso de materiais semicondutores em 99,9%", declarou o líder da equipe de pesquisas Zhenqiang Ma.

"Os chips são tão seguros que podem ser colocados em uma floresta e os fungos irão desintegrá-los. Eles são tão ecológicos quanto fertilizantes", ressaltou o pesquisador. Apesar disso, Ma pontuou que este processo poderia levar de dias a meses.

Fonte: Nature Communications

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