Microsoft cria projeto para acelerar desenvolvimento de IA com Azure

Por Wagner Wakka | 07 de Maio de 2018 às 15h15
photo_camera Divulgação

A Microsoft terá um programa de aceleração de deep learning. Durante a Build, conferência anual da empresa para desenvolvedores, foi anunciado o projeto Brainwave com a proposta de oferecer um ambiente de cálculos para inteligência artificial de forma mais veloz.

“Projeto Brainwave é uma arquitetura de hardware projetada para acelerar os cálculos de inteligência artificial em tempo real. A arquitetura Project Brainwave é implantada em um tipo de chip de computador da Intel chamado FPGA (Field Programmable Gate Array), para fazer cálculos de IA em tempo real a um custo competitivo e com a menor latência ou atraso do setor”, explica Allison Linn da Microsoft em post oficial da empresa.

O projeto está integrado com o Azure, a rede de computação em nuvem da Microsoft, que possui uma extensão de machine learning. O projeto, com uma nova arquitetura, promete transformar o Azure no ambiente mais eficiente em computação em nuvem para uma inteligência artificial.

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Um dos exemplo de utilização da tecnologia é da empresa Jabil. A produtora está usando o projeto para melhorar os sistemas de detecção de qualidade de produtos.

“O preview do Projeto Brainwave inclui a possibilidade de os clientes fazerem reconhecimento ultrarrápido de imagens para aplicativos como o que a Jabil está testando, e permite que as pessoas realizem cálculos baseados em AI em tempo real, em vez de agrupá-los em grupos menores de cálculos separados. Ele funciona no TensorFlow, um dos frameworks mais usados ​​para fazer cálculos de IA usando redes neurais profundas, um método que é mais ou menos modelado em teorias sobre como o cérebro funciona. Além disso, a Microsoft está trabalhando na criação da capacidade de oferecer suporte ao Microsoft Cognitive Toolkit, outra estrutura popular para aprendizado profundo”, conta Linn

O projeto foi criado por um ex-acadêmico e engenheiro chamado Doug Burger, que viu a possibilidade de usar estes chips FPGA para acelerar o processamento de dados, sobretudo para inteligência artificial.

A proposta é de que, com o avanço da tecnologia, não apenas seja possível a utilização de inteligência artificial para reconhecer dados estruturados como imagens, mas também analisar outras informações mais complexas como vídeos.  

Fonte: Microsoft Blog

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