Japão quer construir o melhor supercomputador do mundo em 2017

Por Redação | 25 de Novembro de 2016 às 20h06

Os japoneses estão empenhados na missão de construir um supercomputador para o ano que vem, e o objetivo é deixar o gigantesco chinês Sunway TaihuLight, de 93 petaflobs, para trás, chegando ao topo do ranking dos melhores do mundo. A ideia é construir uma máquina com capacidade de processamento de incríveis 130 petaflops.

O National Institute of Advanced Industrial Science and Technology (AIST) do Japão também quer que o gigante seja o mais eficiente dos supercomputadores. Os engenheiros envolvidos almejam um consumo de energia abaixo de 3 megawatts, o que é algo incrível se comparado ao supercomputador japonês mais bem colocado no atual top 500, o Oakforest-PACS, que opera com um décimo do desempenho (13,6 petaflops) com o mesmo gasto de energia. Só para ter uma ideia, o chinês TaihuLight, que lidera o ranking, consome mais de 15 MW.

E não para por aí. Os japoneses do AIST também pretendem alcançar uma efetividade — calculada pela proporção do consumo total de energia, incluindo desde o exigido para resfriamento até a energia consumida pelos aparelhos computacionais — abaixo de 1.1. Apenas os data centers mais eficientes do mundo conseguem atingir valores como este.

A fim de conseguir a proeza, o AIST planeja usar resfriamento líquido, e, enquanto outros países apostam em cálculos como modelação atmosférica ou simulações de armas nucleares para aperfeiçoar seus supercomputadores, o instituto japonês foca em aplicações de aprendizado de máquina e deep learning, desbravando cada vez mais o campo da inteligência artificial (IA).

Chamado de AI Bridging Cloud Infrastructure (ABCI), o projeto do Japão pretende ser usado por startups, indústrias e pesquisadores acadêmicos. Ele será construido no campus de Kashiwa, na Universidade de Tóquio.

Via Ars Technica

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