Intel acusa AMD de usar truque para melhorar a eficiência de seus processadores

Por Ramon de Souza | 24 de Novembro de 2020 às 23h00
JiahuiH/Flickr
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A rivalidade entre a Intel e a AMD é clássica, sendo uma das mais antigas e acirradas do mercado de informática. Porém, a disputa jamais se tornou tão calorosa quanto agora — a Intel está acusando, a pleno pulmões, a AMD de utilizar um truquezinho nada ético para fraudar os testes técnicos de sua nova família de processadores, fazendo com que eles pareçam mais energeticamente eficiente do que realmente são.

O que acontece é o seguinte: durante um evento fechado para jornalistas, Ryan Shrout, estrategista chefe de performance da Intel, comentou sobre a nova arquitetura Tiger Lake e aproveitou o momento para dar uns cutucões na geração de CPUs Zen 2 (Ryzen 4000 Series) da AMD. Ryan nota que há discrepâncias graves de desempenho entre laptops equipados com tais componentes quando eles estão na tomada ou na bateria.

Sendo mais claro, o que a Intel sugere é que os processadores reduzam sua performance de 40% a 50%, enquanto o Tiger Lake reduz só 8%, para vender a imagem de um chip com maior eficiência energética. Isso é feito de uma forma tão sutil que ferramentas comuns de benchmarking não consigam detectar e, no fim das contas, o usuário final dificilmente vai perceber alguma instabilidade.

Claro, embora a Intel tenha demonstrado alguns testes técnicos de campo que ressaltem tal teoria, é difícil concluir que, de fato, a AMD esteja fazendo isso de forma proposital e com fins maliciosos para obter uma falsa vantagem no mercado. Até o momento da redação desta matéria, a companhia não havia se pronunciado sobre o assunto.

Fonte: Digital Trends

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