HoloLens 2 terá processador dedicado a inteligência artificial, diz Microsoft

Por Redação | 24 de Julho de 2017 às 11h40
photo_camera Divulgação

O HoloLens tem sido um dos produtos mais interessantes apresentados recentemente pela Microsoft. O dispositivo de realidade aumentada conta com um processador holográfico (HPU) capaz de gerenciar e proporcionar uma boa experiência de imersão aos usuários. Por ser tão essencial ao desempenho do dispositivo, a Microsoft anunciou que irá incorporar um novo processador dedicado a inteligência artificial na segunda geração do dispositivo, com a finalidade de torná-lo muito mais rápido.

Harry Shum, vice-presidente executivo do departamento de Inteligência Artificial e Pesquisa da Microsoft, confirmou que esse processador holográfico virá acompanhado de um coprocessador dedicado a sistemas de inteligência artificial, permitindo implementar redes neurais mais profundas. Com este potencial em hardware, a segunda geração do HoloLens, que deve chegar ao mercado apenas em 2019, poderá realizar tarefas muito mais complexas e se tornar útil para diversos segmentos em que atualmente ele não é tão vantajoso.

O novo coprocessador foi projetado pela própria Microsoft, ainda que outra companhia seja responsável por fabricá-lo. Levando em conta que a bateria integrada deverá ser suficiente para alimentar dois processadores e uma alta demanda de desempenho dos sensores e da tela, é compreensível que a empresa tenha optado por personalizar o coprocessador e adaptá-lo às particularidades do HoloLens.

O anúncio da Microsoft segue uma tendência entre as grandes empresas de tecnologia que trabalham para atender às crescentes demandas computacionais de inteligência artificial. Os dispositivos móveis atuais não foram desenvolvidos para suportar a alta carga que este tipo de tecnologia exige. E mesmo quando recursos de inteligência artificial são solicitados, os dispositivos acabam pecando pelo baixo desempenho ou pela ineficiência da bateria.

O engenheiro de pesquisa da Microsoft, Doug Burger, comentou que a empresa está levando "muito a sério" o desafio de criar processadores dedicados à inteligência artificial. "Nossa aspiração é sermos a primeira nuvem de IA", explicou. O desenvolvimento de dispositivos com IA, como a segunda geração do HoloLens, poderia ajudar a empresa com esse objetivo, ainda que falte a expertise em arquiteturas de processadores para lidar com redes neurais.

Fonte: Microsoft

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