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Google abre unidade para desenvolver chips próprios na Índia

Por Felipe Demartini | 12 de Fevereiro de 2019 às 11h17
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A Google está expandindo seus trabalhos de criação e desenvolvimento de semicondutores, de forma a ter maior controle e personalização na fabricação de chips para os próprios dispositivos. Segundo fontes ligadas à iniciativa, pelo menos uma dezena de engenheiros e outro profissional especializado já teria sido contratado para trabalhar em uma nova unidade da gigante localizada na cidade de Bangalore, na Índia.

O local é um polo mundial no desenvolvimento de chips, o que torna sua escolha lógica quando o assunto é o estabelecimento de uma expansão nesse sentido. A ideia, como sempre, é focar em um trabalho direcionado e relacionado aos próprios equipamentos da companhia, que vão desde seus data centers até os celulares da linha Pixel, reduzindo a dependência e também um trabalho de customização que, hoje, é feito pela Intel, sua grande parceira nesse segmento.

Essa é uma ideia recorrente entre os executivos da Google, que, em 2014, começaram os esforços para fazer da empresa também um nome significativo no mercado de semicondutores. Chips para os data centers da companhia e processadores de imagem para os smartphones da linha Pixel já são desenhados internamente, com o estabelecimento da nova unidade na Índia demonstrando a intenção de seguir ainda mais adiante com esse trabalho, agora no interior de um dos polos mundiais desse tipo de desenvolvimento.

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De acordo com as informações extraoficiais, já estariam atuando em Bangalore 16 veteranos do setor de engenharia de microchips, bem como quatro recrutadores para ampliar esse time. O foco da equipe “gChips”, como viria sendo chamada internamente, são rivais como Qualcomm, Broadcom, Nvidia e até mesmo a própria Intel, com empregados destas companhias sendo sondados para se unirem à gigante.

Os trabalhos estariam sendo liberados por Rajat Bhargava, que se junta à Google após mais uma década trabalhando para a Broadcom, com passagens também pela Intel e Cisco. Em seu perfil na rede social LinkedIn, ele se identifica como diretor de engenharia e líder da unidade de Bangalore. Novamente, nada de informações oficiais, mas este é o executivo que encabeça a nova onda que está sendo navegada pela companhia.

O time, atualmente, se encontra nos Estados Unidos, trabalhando com soluções já existentes e testando ideias e conceitos antes de enviar as ideias para que sejam fabricadas pelos fornecedores. Segundo fontes ligadas à iniciativa, a equipe pode chegar a contar com 80 pessoas até o final deste ano. Deste total, pelo menos 13 vagas foram abertas publicamente.

Mais do que reduzir a dependência de parceiros e aumentar a eficiência de soluções com componentes desenvolvidos sob medida no longo prazo, a iniciativa também serve como um bom caminho para redução de custos. É uma experiência pela qual nomes como Apple, Facebook, Microsoft e Amazon já passaram com sucesso, algo que também é esperado agora com a Google seguindo o mesmo caminho.

A empresa, entretanto, não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. As vagas abertas publicamente e a presença de citações aos esforços em Bangalore nos perfis públicos dos envolvidos indicam não se tratar exatamente de um segredo, mas, pelo menos por enquanto, a iniciativa também não parece ser uma sobre a qual a Google deseja falar de forma mais abrangente.

Fonte: Reuters

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