Flash faz com o disco o que o disco fez com a fita

Por Colaborador externo | 23 de Setembro de 2016 às 11h53
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Por Wagner Tadeu*

A tecnologia flash modificou a experiência de consumo de armazenamento de dados na última década. Utilizado na forma de armazenamento nos smartphones, tablets, entre outros aparelhos, o flash tornou-os mais rápidos, assim como os aplicativos web (o Facebook, por exemplo). Os resultados solicitados em mecanismos de pesquisa e redes sociais também ficaram mais eficientes com essa adoção. Agora, o storage totalmente flash vem sendo amplamente utilizado nos datacenters mais modernos do mundo.

Há cinco anos, quando o preço do flash era até dez vezes maior que o de um disco rígido rápido, a indústria do flash buscou tirar proveito do seu desempenho em aplicações corporativas. Isso resultou no enorme desenvolvimento dessa tecnologia, tornando-a mais conhecida, e possibilitou a migração bem-sucedida dessas aplicações para a tecnologia flash.

Hoje, a indústria flash volta os olhos ao mercado de sistemas de armazenamento menos eficazes e com menor capacidade de missão crítica. Para isso, as suas soluções são projetadas para lidar com explosão de dados, IoT, mobilidade, analytics, nuvem e, assim, entregar aplicações de próxima geração.

Empresas de diversos portes e segmentos estão agregando valor e transformando seus negócios com a oferta de serviços que somente poderiam ser entregues pelo desempenho instantâneo de novas iniciativas tecnológicas, como nuvens totalmente flash, por exemplo. Para isso, as empresas levam em conta, além da melhoria de desempenho e maior eficiência, a economia de espaço, energia e resfriamento de equipamentos garantidos com a utilização do armazenamento totalmente flash.

A plataforma de pesquisa online SurveyMonkey é um dos exemplos de empresa em que só foi possível atender às novas demandas de cargas de trabalho e melhorar o desempenho de serviços voltados para clientes em grande escala com a substituição dos seus sistemas legados de armazenamento em disco pelos totalmente flash. Pois, ela precisa processar o grande volume de informações e acelerar o tempo de resposta esperado pelos usuários. Com essa demanda, a organização instalou sistemas de armazenamento flash em dois datacenters da empresa nos Estados Unidos.

A transição das tecnologias de armazenamento resultou no maior desempenho e redução no tempo de latência para respostas médias da plataforma de pesquisa, gerando uma vantagem competitiva e ganho de produtividade aos clientes. Outro impacto positivo foi a economia de espaço no datacenter, com a diminuição do número de racks, e no consumo de energia.

Ou seja, o melhor uso dos recursos do datacenter é importante não apenas por melhorar a eficiência da TI, mas por focar em questões estratégias do negócio. O flash não é somente mais rápido que o disco rígido, mas também mais confiável, denso e eficiente em energia. Além disso, essa tecnologia está sendo reinventada para resolver as questões econômicas envolvidas na substituição de qualquer disco rígido no datacenter.

Vale ressaltar que todas as vantagens apresentadas pelo armazenamento flash não significam o fim do disco rígido. Ainda é possível, por exemplo, comprar um disco compacto, mas é evidente que a parte predominante do mercado mudou. A inovação no custo e densidade da tecnologia de disco rígido irá continuar, porém inevitavelmente ele será incapaz de acompanhar o ritmo acelerado das soluções totalmente flash, de forma semelhante ao que o disco fez à fita.

*Wagner Tadeu é general manager da Pure Storage no Brasil

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