AMD tem aumento de 18% no faturamento, mas investidores mostram preocupação

Por Redação | 03 de Maio de 2017 às 10h06

O primeiro trimestre de 2017 foi um período agridoce para a AMD. Apesar dos números que, em um primeiro momento, podem parecer positivos – houve aumento de 18,3% no faturamento total do período, que foi de US$ 984 milhões –, a empresa ainda luta para se tornar lucrativa. Entre janeiro e março, a companhia registrou perdas de US$ 29 milhões.

São números que mostram evolução, afinal de contas, no ano passado, esse prejuízo foi de US$ 68 milhões. Entretanto, o resultado passou abaixo do esperado por analistas e investidores, que aguardavam ansiosamente para ver o que a nova família de chips Ryzen faria em prol dos números da AMD. A decepção resultou em uma queda de mais de 10% nas ações após o pregão da última segunda-feira (01).

Para Lisa Su, CEO da fabricante, não há dúvidas de que os novos componentes foram bem aceitos, e que a ideia de unir preço competitivo e poder de processamento caiu muito bem junto aos consumidores. Entretanto, o mercado ainda mostra sinais de preocupação na medida em que as margens subiram em apenas 2% e os negócios paralelos são, justamente, os que mostram mais sinal de melhora.

É o caso, por exemplo, das parcerias com empresas como Sony e Microsoft, que utilizam chips da AMD no PlayStation 4 e Xbox One, respectivamente. O setor que apresentou crescimento de 5% no primeiro trimestre de 2017, enquanto, na união com as divisões de componentes para empresas e outros sistemas embarcados, esse crescimento foi de 18%.

São números que demonstram preocupação, mas que não representam o fim do mundo quando se leva em conta o movimento tradicional do mercado, com vendas normalmente mais mornas após o período de Natal. A AMD lembra ainda que os primeiros chips Ryzen 7 somente chegaram ao mercado no final de março, enquanto a linha Ryzen 5 somente deu as caras em abril. Ou seja, sua contribuição para os totais deve aparecer de forma significativa apenas nos resultados relativos ao segundo trimestre deste ano.

Apesar de lembrar de tais reduções, a fabricante espera um crescimento pequeno para o final do ano. Para o segundo trimestre, a projeção é de um faturamento 17% maior, mas um total para 2017 que ficará “em dois dígitos baixos”. A empresa evita falar se vai conseguir ou não reverter o quadro de perdas e prefere focar no que está por vir, como uma queda nos custos de pesquisa e desenvolvimento na medida em que novos produtos chegam ao mercado.

Estão a caminho, por exemplo, sua nova família de componentes para corporações, com os processadores das linhas Naples e Veja voltados para servidores. A sequência de lançamentos de baixo custo continua com a chegada de componentes para computadores de médio porte e o lançamento de uma solução dedicada exclusivamente para o mercado de notebooks, que, a empresa espera, pode ser responsável por uma ampliação de market share.

Enquanto isso, o mercado permanece cauteloso. A expectativa é que as ações da AMD abram com baixa de mais de 3% no pregão desta quarta-feira (03). Existem os especialistas que dizem que as novas propostas da empresa podem chegar até a ameaçar a hegemonia da Intel no mercado de chips, mas, pelo menos por enquanto, essa noção não se refletiu em números.

Fontes: ExtremeTech, Gadgets Now

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