AMD processa LG, MediaTek, Sigma e Vizio por violação de patentes

Por Redação | 06.02.2017 às 23:56

A AMD não está contente com o que outras empresas de tecnologia andam "fabricando". A gigante dos semicondutores apresentou, no final do mês passado, uma queixa na justiça contra várias empresas, acusando-as de infrigir suas patentes de processamento gráfico, solicitando que a Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos US ITC) averiguasse o caso, a fim de banir quaisquer produtos com infração de patente comprovada.

Na ação, nomes como LG, MediaTek, Sigma Designs e Vizio constam como infratores de três patentes, duas das quais foram originalmente registradas pela antiga ATI Technologies, adquirida pela AMD em 2006, e outra pela própria empresa. As patentes em questão cobrem aspectos fundamentais do processamento gráfico contemporâneo, inclusive no que tange a arquitetura dos chips envolvidos no processo.

Curiosamente, todas as rés alegaram que usam tecnologias de GPU licenciadas de outros desenvolvedores, como a ARM e a Imagination. E como a jurisprudência que envolve violação deste tipo de tecnologia é relativamente fraca, a AMD está indo atrás das próprias fabricantes de produtos. Sendo assim, em vez de acusar a ARM por usar sua propriedade intelectual, por exemplo, a empresa decidiu processar de uma vez as empresas que utilizam a tecnologia.

Entre os vários produtos que, supostamente, copiaram a tecnologia da AMD, está o processador Helio P10 SoC, da MediaTek, usado em smartphones intermediários. O chip apresenta a GPU Mali T860MP2, licenciada da ARM, e não desenvolvida pela própria MediaTek. Outro SoC que também poderia ter infringido as patentes é o Sigma SX7 (STV7701), usado em TVs UHD com suporte HDR. Ao que indicam as queixas, o chip usa uma GPU quad-cluster patenteada pela AMD, mas fabricado pela ARM.

Na justiça, tudo que a AMD deseja é que a US ITC, caso comprove as queixas, opte por banir a importação de produtos infratores, proibindo sua venda nos Estados Unidos. Se a comissão verificar que as rés realmente infringem as patentes da empresa, várias linhas de smartphones e televisores simplesmente desapareceriam das prateleiras dos mercados no país. Como a AMD não tem um histórico de frequentar tribunais e nem de partir para litígios, é possível que a justiça dê mais atenção ainda ao caso — que deve levar anos para que seja totalmente resolvido e se tornar mais uma novela na indústria de tecnologia.

Via AnandTech