Agora é oficial: AMD anuncia chips Ryzen 7 com preços a partir de US$ 329

Por Rafael Romer | 22 de Fevereiro de 2017 às 10h45

De São Francisco, Califórnia*

Após meses de antecipação e uma avalanche de vazamentos que revelaram quase todas as informações possíveis antes da hora, a fabricante norte-americana AMD finalmente oficilizou a data de lançamento de sua nova linha de processadores Ryzen nesta quarta-feira (22): os chips chegam às lojas globalmente na próxima quinta-feira (2), com pré-vendas disponíveis a partir de hoje.

Como já era esperado, a nova família de processadores estreia no mercado com três chips de alta-performance, achamada linha Ryzen 7, todos focados em usuários de alta demanda por computação, como gamers, produtores de conteúdo e entusiastas de hardware. A novidade é que a empresa finalmente confirmou os preços dos novos chips, que devem ser motivo de comemoração para bastante gente.

Lisa Su, CEO da AMD, revelou chips que chegam às prateleiras na semana que vem (foto: Rafael Romer/Canaltech)

O Ryzen 7 1800X, flagship da linha, chegará ao mercado por US$ 499 (ou cerca de R$ 1.545 na cotação atual, sem contar impostos) – menos da metade do preço do principal competidor equivalente, o Intel Core i7 6900K. O Ryzen 7 1800X traz oito núcleos, 16 threads e terá clock base de 3.6 GHz, com boost para 4.0 GHz.

O chip intermediário da família, Ryzen 7 1700X, será comercializado por US$ 399 (ou R$ 1.235), também abaixo do equivalente rival Intel Core i7 6800K, oferecido por US$ 425 (ou R$1.315). Assim como os outros Ryzen 7, o 1700X trará oito núcleos e 16 threads, mas com clock base de 3.4 GHz e boost de 3.8 GHz.

Por fim, o Ryzen 7 1700, chip de entrada da linha de alta performance, chega por US$ 329 (ou R$ 1.020) – US$ 31 a menos do que o equivalente Intel Core i7 7700K. O processador também traz oito núcleos, 16 threads e terá clock base de 3.0 GHz e clock boost de 7.7 GHz.

Preços específicos para o mercado brasileiro não foram revelados, mas a empresa afirmou que trabalhou junto aos fornecedores para garantir que a linha Ryzen 7 chegue rapidamente em todas regiões, o que deve significar que o mercado nacional não ficará para trás após o lançamento global dos processadores.

O trio de processadores da linha Ryzen 7 traz preços amistosos para PCs de alta performance (foto: Rafael Romer/Canalech)

Além das comparações de preço com os chips da linha concorrente Intel Core i7, a AMD mostrou também dados de testes de benchmark Cinebench R15 nT que revelam desempenhos de processamento de 9% a 46% superiores quando comparados aos SoCs equivalentes da fabricante rival.

E as comparações não são à toa: a AMD deve partir para cima da Intel com força com sua nova linha de chips para desktops, prometendo um fim ao que considerou uma década de "pouca competição" no setor e de inovações apenas "incrementais" em chips lançados no mercado. No total, a empresa dedicou mais de quatro anos à produção e mais de dois milhões de horas de desenvolvimento aos novos chips, que entregarão 52% mais intruções por clock do que a geração anterior.

"Nós temos uma meta: perturbar o mercado de PCs, trazer inovação, escolha e performance para o maior número possível de pessoas", afirmou Lisa Su, CEO da AMD, durante o anúncio da nova família de chips, em São Francisco. "Esse é o nosso melhor portfólio de produtos em mais de uma década", completou, destacando o ecossistema de mais de 80 opções de placas-mãe que estarão diponíveis para suportar os chips já na próxima semana, incluindo ofertas de fabricantes como Asus, Gigabyte, MSI e BioStar.

Se a promessa da AMD de disrupção do mercado realmente se confirmará, no entanto, ainda precisaremos de alguns trimestres para começar a notar.

Apesar dos bons preços e benchmarks interessantes apresentados pela companhia, testes independentes de desempenho ainda não foram disponibilizado e só a partir da próxima semana realmente colocarão às Ryzen 7 à prova. Além do disso, é difícil imaginar que a Intel vá ficar só de expectadora com os movimentos da rival e uma reação - como cortes nos preços de seus Core i7, por exemplo - deve acontecer em breve.

De qualquer forma, em uma aspecto, a AMD pode estar com a razão: a briga por processadores deve voltar a ficar interessante nos próximos meses.

*o jornalista viajou à São Francisco a convite da AMD

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