Será que a próxima geração de processadores Intel (Haswell) vale a pena?

Por Pedro Cipoli

Anunciada há mais de um ano, a quarta geração de chips Intel está cada vez mais próxima de chegar às prateleiras e rumores sobre o que podemos esperar dessas novas CPUs não param de surgir na internet. Muito se diz que o poder gráfico terá um grande upgrade em relação ao que equipa a geração Ivy Bridge, mas por outro lado muitos portais, como o Seeking Alpha, acreditam que os chips Haswell não terão nenhum atrativo que justifique a troca.

O que esperar dessa nova geração? Será capaz de convencer os usuários que possuem uma máquina que ainda atende às suas necessidades a abrir seus bolsos ou será um completo fracasso? Bom, vamos trabalhar com as informações que temos antes de tirar qualquer conclusão, analisando em primeiro lugar os avanços no chip gráfico dessa nova geração.

Haswell em ultrabooks

Uma das maiores decepções dos entusiastas por desempenho foi acreditar nos anúncios da Intel que diziam que o Intel HD 4000, chip gráfico dos processadores Ivy Bridge, estavam prontos para jogos. Desculpe Intel, mas não estão. De fato, não chegam nem à performance de uma GeForce GT 240, uma placa de vídeo de entrada de quatro gerações atrás da NVIDIA, então será que o Haswell mudará esse cenário? Muito pouco provável, e vamos entender o motivo.

Segundo o Tom's Hardware, os chips gráficos que equiparão o Haswell serão o GT2, e não o GT3, modelo que poderia sim dar alguma vantagem para a Intel em relação às APUs da AMD. Os primeiros modelos serão todos equipados com o GT2, também conhecido como Intel HD 4600, que sem dúvida são um avanço em relação ao Intel HD 4000 e capazes de rodar um ou outro jogo com efeitos e resoluções médias, mas ainda assim longe do que poderíamos esperar de um modelo de última geração.

Transistores

Para quem quer desempenho gráfico ainda terá que recorrer a uma placa dedicada, eliminando o benefício do upgrade para quem quer poder gráfico, especialmente pela mudança de soquete. Tanto o Sandy Bridge quanto o Ivy Bridge utilizam o soquete LGA 1155, diminuindo os custos de upgrade para quem já possuía uma placa-mãe compatível, mas o mesmo não acontece com o Haswell, que utilizará o soquete LGA 1150.

Até ai, tudo bem. Afinal, de tempos e tempos os fabricantes de processadores renovam seus soquetes para compatibilizar suas novas gerações, em especial quando há grandes mudanças de desempenho entre uma e outra. Não é o caso. A Intel sempre foi melhor que a AMD em relação ao poder computacional de seus chips, e conforme o tempo foi passando essa superioridade só aumentou, mas não acreditamos que um avanço de 7-12%, conforme verificado pelo Extreme Tech, justifique a troca, ainda mais quando o mesmo site diz que "os jogos em 1920x1080 continuam fora do alcance".

Ainda falando em poder computacional, essa nova geração trará o mesmo problema dos primeiros modelos da geração Sandy Bridge, quando o usuário tinha que escolher entre o QuickSync e overclock. No caso do Haswell, a escolha será entre overclock e as extensões TSX (Transactional Synchronization Extensions), recurso que melhora a capacidade de vários núcleos trabalharem de forma eficiente e é implementado via hardware.

Anúncio Intel

Isso é preocupante, pois o TSX aumenta a eficiência do processador por clock e, por tabela, o atrativo de seus chips em relação à AMD, mas quem adquirir modelos que tragam essa tecnologia terão que abrir mão do potencial de overclock de suas CPUs. Por último temos o fator preço, e, como sempre acontece nas primeiras versões que chegam às prateleiras, ele deverá ser um pouco alto.

Com todos esses dados em mente, o que podemos concluir? Será que o Haswell será comprado apenas por entusiastas de desempenho e por usuários que estão acostumados a pagar um pouco mais caro por suas máquinas (como é o caso dos Macs, já que a Apple com certeza renovará a sua linha com as melhores opções da Intel) ou também pelo usuário médio que está esperando a nova geração sair para fazer um upgrade?