Qualcomm lançará sua primeira solução completa para smartphones ainda esse ano

Por Redação | 10 de Fevereiro de 2014 às 12h30

A Qualcomm domina o mercado de processadores e componentes das antenas wireless para smartphones e tablets, dentre outras partes, porém nunca foi presença forte na área das antenas de RF (a antena de celular, de fato).

Mas a empresa quer mudar esse cenário, para em alguns anos fabricar cada componente dos aparelhos. Em fevereiro do ano passado anunciou um novo produto chamado RF360, que, segundo a companhia, é uma plataforma mais eficiente e integrada com os outros componentes fabricados por ela, e que consequentemente consumirá menos energia, ocupando menos espaço e principalmente dando suporte às várias bandas de 4G/LTE que vêm sendo implantadas pelo mundo.

O RF360 na verdade é um conjunto de 4 componentes distintos, cada um com uma função específica, e somente dois deles estão no mercado agora: um rastreador de envelope (ET, do inglês envelope tracking), que ajusta o nível de energia necessária para a demanda do momento, seguindo o envelope do sinal de rádio, economizando bastante bateria (presente no Nexus 5 e no Galaxy Note 3 da Samsung); e um sintonizador de antena (antenna tunning), em uso pelo Nokia Lumia 1520.

Mas, de acordo com o brasileiro Cristiano Amon, que é vice-presidente executivo da empresa, o coração do RF360 é um componente chamado RF Pop, que suporta até 40 bandas de 2G, 3G e LTE quando usado com qualquer chip de base de banda da própria Qualcomm. Isso significa que um smartphone fabricado na Ásia não precisaria de adaptações para funcionar nas faixas de frequência do mercado brasileiro, por exemplo, pois é capaz de cobrir várias delas. E também não teríamos mais o problema de comprar um smartphone nos EUA e ele não ser compatível com o 4G daqui. Segundo Amon, tanto o RF Pop como os dois outros componentes e um quarto, um amplificador de força, entrarão no mercado até o final do ano, operando de forma conjunta.

Qualcomm RF360

Comparação do tamanho de uma antena RF normal e da solução da Qualcomm, que tem a metade do tamanho.

Porém a tecnologia da Qualcomm ainda está em desenvolvimento, e inicialmente o sistema ainda não será capaz de utilizar todas as 40 faixas ao mesmo tempo. No entanto, os fabricantes ainda assim terão uma ampla gama de frequências para usar simultaneamente, e tornar os aparelhos compatíveis com diversas regiões do mundo. Com isso, os custos de produção podem ser reduzidos e a ideia da Qualcomm é diminuir em 2/3 o número de variantes de determinado aparelho. Por exemplo, o iPhone 5S atualmente é feito em 5 variantes (para cada região geográfica), e com o novo RF Pop, a Apple só precisaria fazer 2 variantes.

O objetivo final da empresa é tornar o mercado de telefonia realmente global, sem limitações de regiões, principalmente devido às diferentes faixas e padrões de frequências operados pelo mundo. Mas a gigante americana tem a vantagem de poder integrar todos os componentes, desde o processador até a antena celular, e com isso otimizar a maneira como os aparelhos funcionam, economizando energia e conseguindo fazer mais com menos.

Ainda não há previsão de quais aparelhos utilizarão a nova tecnologia nem data exata de chegada no mercado. O lançamento pode ficar para o final de 2014.

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