Qualcomm anuncia transição efetiva de CEO

Por Redação | 05.03.2014 às 18:07

A fabricante de chips Qualcomm anunciou ontem (4) a transição efetiva do cargo de CEO de Paul Jacobs para o executivo Steve Mollenkopf durante a reunião anual de acionistas da empresa. Mollenkopf assumirá a responsabilidade por todas as linhas de negócio da empresa, enquanto Jacobs passará a integrar o conselho de diretores da companhia e será responsável por guiar linhas de desenvolvimento de novas tecnologias da Qualcomm.

De acordo com a empresa baseada em San Diego, desde que assumiu sua posição como CEO, em 2005, Jacobs guiou a Qualcomm por um período de crescimento expansivo, dobrando o seu valor de mercado e quadruplicando as receitas.

No período, a empresa também ultrapassou a Intel e se tornou a maior companhia provedora de semicondutores dos Estados Unidos, com um crescimento de 39% nas vendas de chips para smartphones no ano passado.

"Eu vejo inúmeras oportunidades nos próximos anos tanto para a Qualcomm quanto para a indústria. Desde a nossa fundação, há mais de 28 anos, a Qualcomm tem sido uma facilitadora do ecossistema móvel e com o apoio e colaboração de nossos parceiros vai continuar a empurrar os limites da tecnologia móvel", afirmou o novo CEO, Steve Mollenkopf, durante o encontro.

Mollenkopf era responsável pela operação da companhia, na posição de COO. O executivo atuou ainda no desenvolvimento de chipsets LTE (4G) da empresa, além de ser o responsável pela aquisição da desenvolvedora de semiconductores Atheros por US$ 3,7 bilhões, em 2011.

Como CEO, Mollenkopf afirmou que sua "prioridade" será obter mais receitas de licenciamento e vendas de chips de fabricantes de telefones que funcionam nas redes da operadora China Mobile.

Em outubro, rumores sugeriram que Mollenkopf poderia ser um dos possíveis candidatos a assumir o cargo de CEO da Microsoft após a aposentadoria de Steve Ballmer. Em dezembro, a empresa antecipou que Mollenkopf seria o novo CEO da empresa.

Durante o evento, a Qualcomm também anunciou um aumento de US$ 5 bilhões para seu plano de recompra de ações, com um aumento de 20% de dividendos para recompensar acionistas.