Intel investe em internet das coisas com novos processadores e software

Por Redação | 09 de Outubro de 2013 às 15h20
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Conhecida pela fabricação de processadores para PCs, a Intel agora busca o mercado da chamada "internet das coisas", com novos chips de baixo consumo, um software para dispositivos conectados e instrumentos de armazenamento de dados.

Na última terça-feira (08), a empresa apresentou o chip Atom E3800, que tem o codinome Bay Trail-I, que deve trabalhar com o recém-anunciado processador de extremo baixo consumo chamado Quark SoC X1000, que tem foco em aparelhos da tendência da internet das coisas, fenômeno em que instrumentos conectados à internet transmitem dados com conexão sem fio ou os armazenam na nuvem.

"Até agora temos visto uma massa crítica de objetos que se conectam à web", afirmou Ton Steenman, vice-presidente e gerente geral do Intelligent Systems Group da Intel, de acordo com o Techworld.

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Os novos produtos podem ser usados em dispositivos médicos portáteis, caixas eletrônicos, monitores de energia, sistemas de entretenimento para veículos, relógios, geladeiras e set-up-boxes (como a Apple TV). Uma vez ligada à internet, toda essa gama de produtos forma a chamada "internet das coisas".

A fabricante de ar condicionado Daikin é parceira da Intel e já adotou os chips da fabricante para conectar seus aparelhos e colher informações. Dessa forma, é possível consultar os dados dos dispositivos para ajudar em possíveis reparos, bem como entender o comportamento dos clientes.

A empresa também apresentou um "gateway inteligente", que será fornecido como uma solução integrada que inclui o Intel Wind River OS e soluções de segurança da McAfee. Os dados captados pelos sensores e gateways serão como alimento para os processadores de servidores, que serão os motores de serviços de cloud que vão analisar e controlar os equipamentos.

Steenman não revelou preços, mas disse que o novo Quark vai custar menos que o novo Atom, e tem o potencial de vender "bilhões" de unidades. "A Intel está realmente no meio disso tudo, porque quanto mais dispositivos existirem, melhor para a empresa", declarou o executivo.

Os produtos refletem um interesse da Intel por novos mercados além do de computadores, segundo Dean McCarron, analista da Mercury Research. Com a nova tecnologia, qualquer dispositivo que pode se beneficiar dos chips da Intel é um cliente em potencial. "A internet das coisas é nebulosa e indefinida, mas tem certamente se estabelecido como algo grande", afirmou McCarron.

Entretanto, a empresa pode ter um grande volume de vendas apenas em longo prazo.

Assim como a Microsoft, a Intel perdeu o momento de investir no mercado de dispositivos móveis. Agora a companhia parece não querer ficar fora do setor que, segundo o presidente da Cisco, John Chambers, deve movimentar US$ 14 trilhões nos próximos dez anos.

Esse não é o primeiro movimento da Intel em direção à "internet das coisas". A empresa investiu recentemente em uma startup que possui um projeto de óculos inteligente, como o Google Glass.

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