GeForce GTX 650 Ti Boost, a GPU básica para games com um 'algo a mais" da NVIDIA

Por Pedro Cipoli
photo_camera CANALTECH / BRUNO HYPÓLITO

Com um nome surpreendentemente longo, a GeForce GTX 650 Ti Boost é a placa mais nova da NVIDIA. Representante da série 600 da empresa, ela está posicionada entre a GTX 650 Ti (que teve o seu preço reduzido) e a GTX 660, concorrendo diretamente com a AMD Radeon HD 7790 recém-lançada. Ao contrário do novo modelo da AMD, a GTX 650 Ti Boost (vamos chamá-la somente de Ti Boost daqui para frente) possui exatamente a mesma arquitetura Kepler utilizada em todos os modelos da série, podendo ser entendida como uma GTX 655 Ti.

A Ti Boost traz o mesmo número de cores de processamento da GTX 650 Ti convencional (768), mas roda com uma frequência de operação ligeiramente maior: 980 MHz por padrão, podendo chegar a 1033 MHz em modo turbo, dependendo do nível de processamento exigido. O grande diferencial em relação à GTX 650 Ti é o melhoramento da performance da memória principal, agora com 2 GB GDDR5 rodando a 6 GHz e acessada através de uma interface de 192 bits.

A arquitetura Kepler foi a evolução natural da NVIDIA para a técnica de fabricação de 40 nm para 28 nm e é implementada em todos os modelos da série 600 da empresa. Todos os modelos trazem interface PCI Express 3.0, suporte a DirectX 11.1 para Windows Vista, 7 ou 8 e melhoramentos nas tecnologias de DirectCompute, tesselation via hardware e shader model 5.0, além de um consumo de energia consideravelmente menor e um melhoramento no suporte a múltiplos monitores.

No caso da Ti Boost, a combinação de duas saídas DVI (uma DVI-I e outra DVI-D), uma HDMI e uma DisplayPort permite a utilização de até 4 monitores simultaneamente, ponto negativo se comparado à HD 7790 que suporta até 6. Outro ponto negativo é o consumo de energia de 134 watts, que embora não seja alto, ainda é maior do que o da HD 7790, que precisa somente de 80 watts. A boa notícia é que quem possui fontes de alimentação menos potentes precisa somente de um conector de energia PCIe para sustentá-la (2 em caso de SLI).

Como é um modelo da série 600, a Ti Boost possui todas as tecnologias que equipam essa geração, como 3D Vision e CUDA e dois recursos voltados especificamente para games de alto desempenho: o PhysX e TXAA/FXAA, utilizados para aumentar o realismo das imagens. Agora vamos aos testes!

Configuração de testes

  • Processador AMD Fusion A8 3870K rodando a 3.3 GHz com gráficos integrados desativados
  • Cooler NZXT Havik 140
  • Placa-mãe Biostar A55MH versão 6 soquete FM1
  • 8 GB de memória RAM em dual-channel 1600 MHz Corsair
  • Fonte 3R System IceAge 500 watts
  • Disco Rígido primário Western Digital de 500 GB Sata III;
  • Gabinete AeroCool Strike One-X
  • Sistema operacional: Windows 7 Professional 64 bits
  • Versão do driver de vídeo: NVIDIA Driver 314.22 WHQL
  • Monitor LG 1920x1080

3DMark 11

Desenvolvido pela Futuremark, o 3Dmark 11 mede a capacidade das máquinas de executar gráficos utilizando o DirectX 11 da Microsoft através de uma série de testes sintéticos (saiba mais sobre o 3Dmark 11). No modo "Extreme" (1920x1080, filtros e efeitos ativados) a Ti BOOST pontou 1843, o suficiente para rodar alguns games menos exigentes no máximo. Ela teve uma performance 23% maior do que a sua concorrente direta, a HD 7790 (1500 pontos).

3DMark 11 - GTX 650 Ti BOOST - Extreme

Quando rodamos o 3DMark 11 no modo "Performance" (1280x720, alguns filtros e efeitos desativados), um preset menos exigente do que o modo "Extreme", a diferença entre a Ti BOOST e a HD 7790 ficou muito menor (menos de 2%), mas ainda assim a NVIDIA se saiu melhor.

3DMark 11 - GTX 650 Ti BOOST - Performance

3DMark Vantage

Também desenvolvido pela Futuremark, o 3Dmark 11 mede a capacidade das máquinas de executar gráficos utilizando o DirectX 10 da Microsoft através de uma série de testes sintéticos (saiba mais sobre o 3Dmark Vantage). Na configuração "Extreme" (resolução 1920x1200, filtros e efeitos no máximo) a Ti BOOST se mostrou bastante competente, abrindo uma margem de mais de 27% em relação à HD 7790 e se mostrando capaz de executar alguns jogos mais modernos nessa resolução.

3DMark Vantage - GTX 650 Ti BOOST - Extreme

Na configuração "High" (1680x1050, alguns filtros e efeitos ativados) a diferença entre ambas novamente diminuiu (agora 21%), mas a Ti BOOST se mostrou claramente superior à HD 7790 ao executar aplicações que utilizam o DirectX 10.

3DMark Vantage - GTX 650 Ti BOOST - High

Na configuração "Performance" (1280x1024, vários filtros e efeitos desativados) a Ti BOOST se mostrou capaz de executar qualquer game com o DirectX 10, apresentando 10% mais performance que o modelo da AMD.

3DMark Vantage - GTX 650 Ti BOOST - Performance

MAXON Cinebench 11.5

O Cinebench é um programa totalmente gratuito que testa a capacidade da máquina de executar gráficos OpenGL, disponibilizando o resultado em quantidades de frames por segundo (fps) (saiba mais sobre o Cinebench). Neste teste a Ti BOOST se saiu curiosamente mal, sendo capaz de sustentar somente 36,12 frames por segundo, resultado bastante abaixo do esperado. Neste teste a HD 7790 se saiu 46% melhor do que a Ti BOOST.

CINEBENCH - GTX 650 Ti BOOST

LuxMark 2

O Luxmark é um programa de código aberto multiplataforma que testa a capacidade da placa de vídeo de executar gráficos OpenCL, e quanto maior a pontuação, melhor e mais poderosa é a máquina neste quesito. Se ficamos surpreendidos negativamente com o resultado da Ti BOOST ao executar gráficos OpenGL, seu desempenho no OpenCL nos deixou de boca aberta. Pontuou somente 319 contra os 962 pontos da HD 7790 (uma diferença de "somente" 212%).

LuxMark 2 - GTX 650 Ti BOOST

Conclusão

Assim como a HD 7790, a NVIDIA GeForce GTX 650 Ti BOOST (ufa!) é um modelo bastante novo e ainda não possui um preço definido no Brasil. Custando US$ 170 nos Estados Unidos, podemos esperar preços entre R$ 550 e R$ 650 em nosso país para a edição básica. Embora isso diminua seu custo-benefício em relação à Radeon HD 7790 da AMD, devemos lembrar que ela se saiu consideravelmente melhor do que a concorrente em testes com DirectX 10 e DirectX 11.

Porém, seus resultados com aplicações OpenGL e OpenCL são desapontadores, e esperávamos muito, mas muito mais. Isso significa que aplicações que utilizem processamento pararelo (GPGPU, por exemplo) rodarão um pouco mais devagar com ambas as tecnologias a não ser que utilizem a tecnologia CUDA da NVIDIA para executar as operações.

Usuários que pretendem adquirir uma placa de vídeo para games mais leves ou simplesmente melhorar a performance gráfica de seus computadores verão a Ti BOOST como uma boa opção mesmo que esta apresente um preço significativamente maior do que o da HD 7790, mas ela ainda ganha em relação ao seu custo-benefício.

Vantagens

  • Desempenho em games DX10 e DX11 superior ao da HD 7790
  • Suporte às tecnologias da NVIDIA voltadas para gamers: Adaptative V-Sync, TXAA/FXAA e PhysX
  • Modo turbo para melhoramento de performance se colocar a placa de vídeo em risco por superaquecimento

Desvantagens

  • Desempenho bastante abaixo do esperado em aplicações OpenGL e OpenCL
  • TDP consideravelmente alta para a faixa de desempenho em que se situa

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