Desempenho: as empresas estão extraindo o máximo da Lei de Moore

Por Redação | 08.10.2013 às 19:54

Em 1965, Gordon Moore (cofundador da Intel) disse que a quantidade de transistores em um circuito integrado dobraria a cada 18 meses, mantendo-se o mesmo custo de fabricação. Estava profetizada a chamada "Lei de Moore".

Durante muito tempo, essa estimativa se mostrou incrivelmente precisa, mas em meados do ano 2000 os transistores começaram a se tornar tão pequenos e densamente próximos que ficou difícil para os engenheiros aumentar a quantidade de transistores em uma mesma área e ainda dissipar o calor de maneira que eles não queimassem.

Desde então, de acordo com o Roteiro Tecnológico Internacional para os Semicondutores (ITRS), as empresas precisam começar a recorrer à chamada "Escala Equivalente", que significa basicamente encontrar outras maneiras de manter o desempenho sem necessariamente precisar mexer na escala física.

Considerando que a Lei de Moore partiu da cabeça de um dos fundadores da Intel, não é nenhuma surpresa que a empresa tenha encontrado muitas maneiras criativas para manter a melhoria do desempenho. O site Business Insider destaca que, além da Intel, empresas como Apple e Motorola também estão levando a Lei de Moore ao seu limite.

Os transistores no smartphone da Apple e os processadores em tablets continuam diminuindo a cada geração, mas a taxa caiu drasticamente ao longo dos últimos dois anos. Para continuar oferecendo mais potência e drenar menos bateria, o iPhone 5S apelou para o uso de um novo coprocessador mais simples e específico para a captação de movimentos, o chamado M7. Já a Motorola incluiu um processador semelhante no Moto X, de modo que seja sempre possível usar os comandos de voz do aparelho sem se preocupar em "matar" a bateria.

Muito além de tablets e smartphones

Mas os dispositivos móveis não são as únicas plataformas nas quais o equilíbrio entre potência e eficiência é importante. O PlayStation 4, por exemplo, descarrega os downloads e a gravação de jogos da CPU para dois processadores separados – que custam menos do que adicionar mais núcleos no processador para aumentar o poder de processamento.

Já seu concorrente, o Xbox One da Microsoft, usa diretamente uma das recomendações do ITRS: ele embute uma pequena quantidade de RAM estática (que pode ser descrita como insanamente rápida) em sua arquitetura, permitindo que a CPU tenha acesso quase imediato aos números mais importantes.

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