Conhecemos a tecnologia NVIDIA G-SYNC que promete acabar com o tearing dos jogos

Por Pedro Cipoli

O grande diferencial dos jogos atuais, comparados com os que foram lançados há pouco tempo, é a mudança na prioridade dos gamers. Antes, uma das principais preocupações dos jogadores era alcançar a maior taxa de frames por segundo quanto possível, resultando em uma fluidez muito maior. Hoje, o foco não é tanto o FPS, mas a qualidade do jogo em si, algo que depende muito mais dos filtros e efeitos do que da atualização de tela.

Porém, um problema não tinha sido resolvido: a quebra de quadros, ou tearing. O usuário tinha que escolher o que menos gostava: tearing ou input lag, já que não era possível eliminar os dois com as tecnologias disponíveis até então. O "problema" é que grande parte dos monitores atuais trabalha com uma taxa de atualização fixa de 60 Hz, ou 60 frames por segundo, e quando a placa de vídeo gera uma quantidade diferente de frames (quase sempre, diga-se de passagem), ocorre o tearing.

NVIDIA G-SYNC

Acima, a falta de sincronia entre GPU e o monitor que causa o Tearing

NVIDIA G-SYNC

Com o G-SYNC, tanto GPU e monitor trabalham com a mesma taxa de atualização para evitar o tearing e o input lag

Ao rodarmos um jogo, o cenário 3D que estamos vendo está realmente acontecendo na placa de vídeo, que manda "screenshots" para o monitor. Por ser dinâmica, a taxa de frames gerados pela placa de vídeo varia bastante, dependendo da quantidade de elementos processados, resolução, efeitos e mais uma série de fatores. Portanto, invariavelmente, o tearing é inevitável.

NVIDIA G-SYNC

Tearing

Conversamos com Alexandre Ziebert, responsável pela área de marketing técnico da NVIDIA, que nos apresentou oficialmente o G-SYNC, solução da empresa para resolver esse problema. A ideia é curiosamente simples: se a taxa de atualização da placa de vídeo é variável, então por que não sincronizar a quantidade de frames por segundo do monitor para exibir somente os frames gerados pela GPU e evitar o tearing? Pode parecer simplista demais, mas é isso mesmo.

NVIDIA G-SYNC

Experiência padrão de um jogo sem filtros e efeitos ativados

NVIDIA G-SYNC

Com o G-SYNC, filtros e efeitos ativados: a experiência fica consideravelmente melhor, com mais realismo e sem tearing

Enquanto o funcionamento é simples, a implementação é bem mais complicada. Começando pela placa de vídeo, não são todas que suportam essa tecnologia. Naturalmente, por ser uma tecnologia desenvolvida pela NVIDIA, ela está restrita às GeForces GT e GTX da própria empresa, e, entre elas, somente os modelos da série 600 em diante (Kepler ou Maxwell) são compatíveis com o recurso.

NVIDIA G-SYNC

ASUS ROG SWIFT PG278Q

Da série GeForce 500 para baixo não havia uma implementação nativa da conexão DisplayPort. Mesmo que alguns fabricantes tenham equipado seus modelos com ela, não é padrão da geração e por isso a NVIDIA preferiu não estender o suporte para essas modelos. Outro obstáculo está no monitor. Não são todos os monitores que são compatíveis com o G-SYNC, já que é um recurso que exige um hardware proprietário da NVIDIA para funcionar – e ele não é barato.

NVIDIA G-SYNC

AOC 2460PG

Até o momento há apenas alguns poucos modelos disponíveis no mercado, sendo eles voltados especificamente para o segmento de alto desempenho de gamers hardcore. A tecnologia ainda é bastante cara e por enquanto ficará restrita a modelos que trazem especificações mais avançadas, como 144 Hz, tempos de respostas baixíssimos e, em alguns casos, resoluções maiores do que 1.920 x 1.080 pixels, como 2.560 x 1.440 pixels.

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BenQ XL2420G

Nos próximos meses novos modelos chegarão ao mercado, inclusive no Brasil. Os mais notáveis são os da Philips (272G5DYEB - Full HD, 144 Hz, 1 ms de resposta), ASUS (ROG SWIFT PG278Q - 2.560 x 1.440, 144 Hz, 1 ms de resposta), BenQ (XL2420G - Full HD, 144 Hz, 1 ms de resposta) e AOC (G2460PG - Full HD, 144 Hz e 1 ms de resposta). Basta olhar para as características desses modelos para ver que configurações mais básicas não alcançarão a capacidade máxima de qualidade das telas, em especial no caso do ROG SWIFT PG278Q.

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