Cientistas da IBM avançam no estudo de nanotubos de carbono para chips do futuro

Por Redação | 21 de Novembro de 2012 às 07h40

Um estudo realizado pela IBM trouxe uma alternativa para a fabricação de processadores de alta performance: os nanotubos de carbono. Até hoje a estrela dessa área era o silício, principalmente por ser barato, estar facilmente disponível e também pela facilidade de manipulação durante os processos de fabricação.

A pesquisa foi divulgada na Nature Nanotechnology e mostra o potencial dessa nova descoberta. Os nanotubos de carbono são átomos de carbono dispostos em camadas únicas e enrolados em tubos. Eles formam o coração de um transistor que trabalhará de maneira similar ao transistor de silício, mas com melhor performance.

Assim como o silício, os nanotubos de carbono também são semicondutores. Isso os torna um dos poucos nano-materiais que poderiam ser usados para viabilizar a substituição do silício no design de chips.

Em teoria, os processadores construídos em torno de nanotubos de carbono poderiam ser consideravelmente menores do que os modelos atuais, consumindo assim menos energia. Isso significa menos calor e vida muito mais longa das baterias para dispositivos móveis, por exemplo. Além disso, as propriedades elétricas dos nanotubos de carbono também permitem que eles liguem e desliguem mais rápido do que os transistores de silício.

A equipe explica ainda que os elétrons se movem mais rapidamente nos nanotubos quando comparados aos modelos de processadores atuais, o que permite um transporte mais veloz de dados. Resumindo, estamos prestes a conhecer processadores menores e mais rápidos, agora só nos resta torcer para que os demais testes sejam bem sucedidos.

Nanotubos de carbono

Com os nanotubos de carbono os elétrons correm com mais rapidez do que pelo silício. (Imagem: Reprodução / IBM)

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