'Chip A7 de 64-bit é puro marketing da Apple', diz executivo da Qualcomm

Por Redação | 02 de Outubro de 2013 às 15h29

O processador A7 de 64-bit presente no iPhone 5S da Apple é mais um golpe de marketing do que um aprimoramento técnico, e ele não vai entregar todos os benefícios imediatamente para os usuários de smartphones. Pelo menos essa é a opinião de Anand Chandrasekher, vice-presidente sênior e diretor de marketing da Qualcomm.

O executivo disse que está ciente de todo o burburinho causado pelo lançamento da Maçã, mas para ele a empresa está apenas fazendo uma jogada de marketing e o consumidor terá "benefício zero" com a novidade. A vantagem de um processador de 64-bit é o aumento do endereçamento de memória, mas isso não seria relevante nos atuais smartphones e tablets, pelo que explicou Chandrasekher em uma entrevista reproduzida pelo TechHive.

Ele diz ainda que o iPhone 5S tem apenas 1GB de RAM, e é preciso mais de 4GB para aumentar o potencial de endereçamento de memória. "Você realmente não precisa dele [processador 64-bit] para o desempenho, e os tipos de aplicações 64-bit costumam ser em sua maioria de grande porte, aplicações da classe de servidor", disse Chandrasekher, que também já liderou o grupo de plataformas móveis da Intel.

O 5S é o primeiro smartphone a trazer um chip de 64-bit. Até agora, a tecnologia tem sido largamente usada em PCs e servidores, mas seus méritos para uso em dispositivos móveis menores ainda têm sido questionados. A Apple afirma que o iPhone 5S é duas vezes mais rápido que seu antecessor, e que o processador A7 traz computação estilo desktop para o smartphone. Porém, ainda existem muitos questionamentos acerca desse aumento de desempenho ser creditado apenas aos recursos de 64-bit.

A Qualcomm é uma das principais fabricantes de chips para dispositivos móveis em todo o mundo, e seus processadores Snapdragon são usados em smartphones Android e Windows Phone. A empresa está prestes a entregar um chip de 64-bit, mas acredita que ele será mais benéfico dos pontos de vista de engenharia, design e sistema operacional. Chandrasekher se recusou a dizer quando o novo chip será lançado, mas disse que foi preciso criá-lo não pela eficiência, mas sim porque "os caras do sistema operacional vão querer em algum momento".

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