Análise da ASUS GTX 660 DirectCU II TOP

Por Pedro Cipoli

Já vimos aqui no Canaltech uma análise completa da GTX 660 logo que ela foi lançada mundialmente. Logo em seguida, fabricantes começaram a produzir os seus próprios modelos com implementações modificadas do chip. Este é o caso da ASUS GeForce GTX 660 DirectCU II TOP, que é a implementação da já conhecida série do sistema de refrigeração DirectCU II TOP sobre o chip overclockado da GTX 660.

Vimos que a GTX 660 é voltada mais para o gamer casual e para quem quer aproveitar melhor conteúdos visuais do que para o gamer hardcore, que quer jogar com resolução no máximo e todos os filtros. A versão da ASUS não foge muito desse objetivo, mas, por se tratar de uma placa modificada, traz melhorias consideráveis tanto de performance quanto de refrigeração, possibilitando margens maiores de overclock.

Arquitetura Kepler

A arquitetura Kepler foi a evolução natural da NVIDIA para a técnica de fabricação de 40 nm para 28 nm e é implementada em todos os modelos da série 600 da empresa. Todos os modelos trazem interface PCI Express 3.0, suporte a DirectX 11.1 para Windows Vista, 7 ou 8 e melhoramentos nas tecnologias de DirectCompute, tesselation via hardware e shader model 5.0, além de um consumo de energia consideravelmente menor e um melhoramento no suporte a múltiplos monitores.

Detalhes técnicos

O modelo que chegou para testes é a versão modificada da GTX 660, trazendo os mesmos 960 cores CUDA de processamento, só que rodando a 1072 MHz por padrão (1137 MHz em modo turbo) e os os mesmos 2 GB de memória RAM, esta também overclockada a 6108 MHz contra os 6008 MHz do padrão em uma interface de 192 bits.

Também é capaz de suportar até 4 monitores simultaneamente com as conexões DVI-D, DVI-I, HDMI e DisplayPort, as mesmas da implementação padrão. Uma fonte de alimentação capaz de fornecer 450 watts reais de energia e com pelo menos um conector PCIe de 6 pinos é capaz de sustentar a demanda de energia da placa de vídeo sem problemas.

Desempenho

Os resultados da versão padrão mostram que a GTX 660 não é voltada para altíssimo desempenho, mas sim para atender aos usuários que jogam games casuais e manipulam imagem e vídeos. A versão da ASUS serve para o mesmo propósito, mas oferecendo um gás extra em relação à versão padrão. Vamos ver nos testes abaixo qual é o ganho dessa versão 'overclockada'.

Configuração de testes:

  • Processador: Intel Core i7 980X (rodando a 4,1 GHz), com 6 núcleos e 12 threads
  • Cooler: Havik 140
  • Placa-mãe: Gigabyte GA-X58-UD3R rev.2
  • Memória: Patriot 6GB DDR3 1600MHz em triple channel
  • Fonte: Casemall Supreme Power 800w
  • Disco Rígido: Western Digital 500 GB Sata III
  • Gabinete: KM-6988-RED

* Processador, cooler, gabinete e fonte de alimentação gentilmente cedidos pela Casemall

3DMark Vantage

O 3DMark Vantage é um famoso programa de teste de desempenho para máquinas capazes de executar o DirectX 10, dando uma boa noção de como a placa se sairá em jogos desenvolvidos com essa tecnologia. Nas configurações "Extreme" (1920x1200, vários filtros ativados) a versão ASUS da GTX 660 conseguiu manter uma taxa de atualização de quadros acima de 37 FPS em ambos os testes de GPU (GPU TEST 1 e 2 na imagem abaixo) e uma pontuação 13769 de GPU SCORE, sendo resultados 5,7 % (35 FPS) e 7,4 % maiores do que a versão padrão, respectivamente.

3DMark Vantage - Extreme

Com resolução 1680x1050 e alguns filtros e efeitos ativados, o desempenho da ASUS GTX 660 (18649 pontos de GPU SCORE) foi aproximadamente 6,5 % maior do que a versão padrão.

3DMark Vantage - High

3DMark 11

Suite de benchmark desenvolvida pela Futuremark para testar máquinas com suporte ao DirectX 11 (conheça mais detalhes). Nas configurações "Extreme" (Full HD, vários filtros ativados) a implementação da ASUS conseguiu fazer 2381 pontos, apenas 6,15 % a mais do que a versão padrão (2243 pontos);

3DMark 11 - Extreme

Com resolução de 1280x720 (720p) e alguns filtros ativados a versão da ASUS se saiu um pouco melhor, pontuando 6987, ou cerca de 8,3% a mais do que versão padrão (6452).

3DMark 11 - Performance

PCMark 7

O PCMark 7 realiza uma série de testes de desempenho dividindo os resultados em categorias, como produtividade, entretenimento e assim por diante. Cada uma delas precisa de uma combinação diferente de processamento da CPU, memória RAM e placa de vídeo para alcançar a sua pontuação.

Para nossa surpresa, neste teste a versão da ASUS (3167) se saiu um pouco pior do que a implementação padrão da NVIDIA (3273), mas não prática isso não faz muita diferença. O PCMark faz a média de 3 testes consecutivos para chegar à pontuação final, de forma que essa diferença mostra apenas que a máquina não teve ganhos de performance em relação ao overclock na placa de vídeo em tarefas do dia a dia.

PCMark 7

Conclusão

Disponível no mercado brasileiro por cerca de R$ 889, cerca de R$ 120 mais cara do que a versão padrão da NVIDIA GTX 660, a versão ASUS DirectCU II TOP ofereceu, no geral, cerca de 6,5% mais desempenho. Ganhos de overclock raramente são proporcionais ao desempenho, e em placas de vídeo esse cenário não é diferente. Tanto em jogos quanto em aplicações do dia a dia, esse 'extra' não trará grandes benefícios.

A vantagem em adquirir essa versão está mais no baixo nível de ruído que a placa emite do que propriamente em performance, pois nada pior do que jogar e ficar incomodado com o barulho do cooler da placa de vídeo. Outra vantagem é que a versão DirectCU II utiliza componentes de melhor qualidade e possui a tecnologia DIGI+VRM, possibilitando estabilidade a longo prazo mesmo sob condições de overclock.

Então, para quem está pensando em adquirir a versão da ASUS da GTX 660 para ter um modelo de qualidade e bastante silencioso, essa é a opção certa, mas o aumento de performance fica mais como um bônus do que como característica principal.

Vantagens

  • Silenciosa
  • Componentes de alta qualidade

Desvantagens

  • O investimento adicional não oferece um nível proporcional de aumento de desempenho
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