Além da Lei de Moore: IBM Labs desenvolve chip com nanotubos de carbono

Por Redação | 31.10.2012 às 12:52

A IBM Labs conquistou mais um passo na produção de chips para computadores compostos por nanotubos de carbono, criando um modelo equipado com 10 mil transistores. Mesmo sendo considerado muito pequeno em comparação aos processadores de silício com milhões de transistores, este é o primeiro passo para a substituição do sílicio e a comercialização dos novos chips.

A conhecida Lei de Moore prevê que o número de transistores capazes de serem armazenados em um chip para computadores dobra a cada 18 meses. A lei permaneceu sem ser questionada por mais de quatro décadas, prevendo com sucesso a rápida evolução dos computadores e smartphones. No entanto, esta 'lei' é apenas uma previsão e não uma regra inviolável da física, que deverá se chocar em um futuro próximo com as verdadeiras leis da física assim como os transistores irão se aproximar do limite de tamanho mínimo que eles podem chegar.

A IBM, por sua vez, já possui uma resposta para a Lei de Moore e são os nanotubos de carbono. Cada tubo é uma molécula de átomo grossa enrolada no formato de um cilindro. Os nanotubos são capazes de conduzir muito mais energia do que o silício, têm o tamanho ideal para atuar como um transistor e ainda podem ficar muito menores.

Chip nanotubo de carbono da IBM

Reprodução: Mashable

Segundo o Engadget, para conseguir a produção dos nanotubos, os pesquisadores usaram uma solução química iônica, que permite a colocação deles com densidade de cerca de um bilhão por centímetro quadrado. Para atingir o objetivo, os nanotubos são misturados a uma solução que se assemelha ao sabão, tornando-os solúveis em água.

No entanto, ainda existem alguns detalhes que os pesquisadores da IBM precisam resolver para disponibilizar a tecnologia no mercado, que são o alinhamento perfeito e a eliminação de impurezas do metal - que ocorrem naturalmente, mas precisam ser removidas por completo.

Além disso, a empresa criou seu processador de nanotubos de carbono com mais de 10 mil transistores usando semicondutores padrão, o que significa que os produtores de chips de hoje em dia poderão fazer a transição para a nova tecnologia em um futuro próximo sem ter que gastar bilhões de dólares no desenvolvimento de novas ferramentas e instalações de produção.