AMD projeta aumento de 25 vezes em eficiência energética até 2020

Por Redação | 23.06.2014 às 18:45

Atualmente, três bilhões de computadores pessoais utilizam mais de 1% de toda a energia consumida anualmente em todo o mundo. Outros 30 milhões de servidores usam mais 1,5% de toda a eletricidade consumida, com custo anual de US$ 14 bilhões a US$ 18 bilhões. E, com o uso da internet, de dispositivos móveis, arquivos em nuvem, Internet das Coisas e todos os avanços no setor, esses números devem ficar ainda maiores. Essa questão fez com que a fabricante de processadores e placas gráficas AMD pensasse numa meta: a de aumentar o ganho de eficiência em 25 vezes até 2020.

"A criação de produtos diferenciados de baixo consumo de energia é um elemento-chave da nossa estratégia de negócios, com um foco incansável na eficiência energética", afirmou o chefe do escritório de tecnologia da AMD, Mark Papermaster, durante palestra no evento China International Software and Information Service (CISIS), que ocorreu em Dalian, na China, no final da última semana.

A ideia é otimizar o uso dos processadores acelerados (os "Accelerated Processing Units", ou APUs). "Por meio de melhorias arquitetônicas das APUs e técnicas eficientes de energia inteligente, nossos clientes podem esperar para ver a AMD melhorar ainda mais a eficiência energética dos nossos processadores durante os próximos anos."

De acordo com a Lei de Moore, o número de transistores que podem ser construídos em uma determinada área dobra aproximadamente a cada dois anos. Pesquisas recentes do Centro de Política Energética e Finanças Steyer-Taylor, na Universidade de Stanford, demonstram que, historicamente, a eficiência energética dos processadores tem apresentado a taxa de melhoria prevista por essa lei.

Por meio de gerenciamento mais adequado de energia e avanços arquitetônicos de APU, em conjunto com melhorias no processo de fabricação de tecnologia de semicondutores e foco no uso típico de energia, a AMD espera que as suas conquistas de eficiência energética superem a tendência histórica da eficiência prevista pela Lei de Moore, que é de pelo menos 70% entre 2014 e 2020.

Para chegar à meta, que batizou de "25x20", a AMD projetou três pilares de design de energia:

- Computação heterogênea: A AMD combina no mesmo chip, na forma de APUs, os núcleos computacionais da CPU e GPU, através do sistema de arquitetura HSA (Heterogeneous System Architecture). Atuando de forma integrada, a novidade economiza energia e elimina conexões entre chips separados. O resultado é maior eficiência energética e desempenho acelerado para cargas de trabalho comuns, bem como as cargas de trabalho interativas e orientadas visualmente, como reconhecimento facial e de imagem e fala.

- Gerenciamento em tempo real: As últimas APUs da AMD realizam análises em tempo real sobre carga de trabalho e aplicações, ajustando dinamicamente a velocidade do clock para atingir taxas de transferência próximas das ideais. Além disso o gerenciamento de energia consciente faz com que a máquina, após realizar as tarefas, volte rapidamente a atuar em modo ocioso de baixa potência.

- Futuras inovações em eficiência energética: A AMD investiu bastante em pesquisa nos últimos anos e agora começa a colher os resultados. Muitas capacidades de diferenciação, tais como a propagação de potência entre frames, tensão de adaptação por parte, ilhas de tensão, uma maior integração dos componentes do sistema e outras técnicas ainda em fase de desenvolvimento devem gerar ganhos de forma acelerada.