ADATA XPG SX900: um SSD que quase esbarra nos limites do padrão SATA III

Por Pedro Cipoli

Os benefícios de se utilizar um SSD em relação aos HDs convencionais são brutais. Mais performance, menores tempo de acesso e consumo elétrico consideravelmente inferior, para citar apenas algumas vantagens, são benefícios inerentes aos discos sólidos. A principal desvantagem é, naturalmente, o preço elevado dessa tecnologia, capaz de fazer com que um disco de 128 GB de capacidade, como o ADATA XPG SX900 que vamos conhecer hoje, custe bem caro.

ADATA SX900

Com tantos modelos disponíveis, como o SX900 se destaca? Analisando a sua ficha técnia, vimos que a ADATA promete até 7% mais capacidade do que os concorrentes, o que, se comprovado (veremos isso adiante), é um diferencial importante, considerando o espaço reduzido de SSDs comparado aos HDs. O modelo utiliza uma controladora SandForce 2281, presente em todos os modelos XPG (Xtreme Performance Gear) da empresa, que, em teoria, também fornece tempos de acesso menores.

ADATA SX900

Abaixo, alguns dados técnicos anunciados pela ADATA:

  • Velocidade de leitura de 555 MB/s e escrita 535 MB/s (máximas teóricas em uma conexão SATA III);
  • Gravação 4K aleatória máxima de 91000 IOPS;
  • Tecnologia NAND Flash: MLC (Multi-Level Cell).

Para testarmos essas especificações, utilizamos um notebook ASUS K45VM com as seguintes especificações:

  • Processador: Intel Core i7-3610M de terceira geração (4 cores, 8 threads), rodando a 2,3 GHz (turbo até 3,2 GHz) e 6 MB de cache L3;
  • Memória: 8 GB DD3 rodando a 1600 MHz em dual-channel;
  • Placa de vídeo 1: Gráficos Intel HD 4000 (650 MHz - 1,1 GHz);
  • Placa de vídeo 2: NVIDIA GeForce GT630M (96 cores rodando a 800 MHz, 2 GB de memória RAM DDR3; barramento de 128 bits; DirectX 11 e OpenGL 4.1);
  • Sistema operacional: Windows 7 Ultimate com SP1.

Obs.: As configurações conseguem lidar com as taxas de transferência anunciadas pela ADATA sem qualquer problema, já que o modelo que utilizamos possui uma conexão SATA III de 6 Gbps.

E vamos aos testes!

HD Tune Pro 5.50

Info

O HD Tune Pro é uma das suítes mais completas de testes de discos rígidos, SSDs, Memórias RAM e até pendrives. O software é capaz de realizar inúmeros testes bastante detalhados e assim avaliar esses dispositivos em situações reais de uso. Na aba "Info" são listados os recursos do SX900, modelo com interface SATA III que possui cerca de 119 GB de capacidade formatada, confirmando as informações da ADATA. Naturalmente, por se tratar de um SSD, não há um controle de acústica, já que discos sólidos não emitem ruído por não possuírem partes mecânicas.

ADATA SX900

Benchmark

Nos testes de leitura de dados do HD Tune Pro, o SX900 alcançou um nível de performance consideravelmente superior ao de SSDs convencionais, com uma média de 327 MB/s, máximo de 380 MB/s e mínimo de 202,4 MB/s. Mesmo que estes sejam valores menores que os anunciados pela ADATA, devemos lembrar que o HD Tune é mais exigente nos testes. Qualquer modelo apresenta resultados menores do que os anunciados. Pelo gráfico, podemos ver que o desempenho cai em alguns pontos, provavelmente por aquecimento.

ADATA SX900

File Benchmark

Na aba "File Benchmark" realizamos o teste de transferência de arquivos do HD Tune, que é mais rigoroso do que o de outros programas, mas, apesar disso, alcançamos velocidades de 468 MB/s de leitura e 260 MB/s de escrita, embora sejam valores um pouco inferiores aos anunciados pela ADATA.

ADATA SX900

Random Access

Em testes de acesso aleatório, o SX900 alcançou tempos típicos de um SSD convencional, ou seja, bastante baixos. Este quesito é onde os SSDs abrem uma vantagem generosa em relação aos discos rígidos, já que possuem tempos de acesso bem mais baixos. Neste teste, o SX900 se saiu basicamente como qualquer SSD convencional, com um número consideravelmente alto de operações por segundo (IOPS).

ADATA SX900

ATTO Benchmark

Utilizado por muitas empresas para comprovar as taxas de transferência de memórias primárias (memória RAM) e secundárias (discos rígidos e SSDs), o ATTO Benchmark realiza transferência de blocos de dados de 512 bytes até 8 MB e disponibiliza o resultado na forma de gráficos de barras. O desempenho ficou novamente muito próximo aos valores anunciados pela ADATA, com taxas de transferência mais baixas para blocos de 512 bytes até 8 KB e alcançando os valores máximos a partir de 256 KB.

ADATA SX900

CrystalDiskMark 3.01

O CrystalDisk Mark é um programa gratuito e bastante simples, feito para medir o desempenho de dispositivos de armazenamento, e utilizamos blocos de 1000 MB como referência para os testes. Os resultados mostrados são as médias dos cinco resultados obtidos por operação e ficaram dentro do esperado e muito próximos aos anunciados pela ADATA em desempenho multimídia, mas ainda assim bastante altos.

ADATA SX900

Conclusão

A superioridade técnica dos SSDs é inquestionável, capaz de fazer com que qualquer notebook mais antigo ou desktop básico se comporte de maneira consideravelmente mais rápida. No caso do modelo que testamos, o conjunto de um processador Intel Core i7 com 8 GB de memória RAM fica imbatível quando combinado com um SSD, e o desempenho do SX900 é basicamente limitado pelas especificações técnicas do padrão SATA III.

Para quem está disposto a pagar o preço, qualquer SSD vale a pena, para sermos sinceros, desde que sejam de marcas conhecidas. O SX900 é exatamente esse caso, oferecendo um desempenho brutal de armazenamento, tempos de acesso bastante baixos e alto número de IOPS, agregando bastante valor ao computador, como diria o Rei do Camarote.

Geralmente, começamos a conclusão informando o preço, mas não encontramos a SX900 à venda aqui no Brasil. O preço lá fora é de cerca de US$ 125 para o modelo de 128 GB que testamos, e considerando impostos (o lucro do Governo, sabe?), custos de importação e taxas adicionais, ele deve custar uns R$ 500 quando der as caras por aqui, valendo a pena para quem quiser dar uma turbinada na máquina.

Vantagens

  • Bom custo-benefício;
  • Desempenho acima da média.

Desvantagens

  • Ainda não é vendido no Brasil (na data de publicação deste artigo);
  • Possui quedas bruscas de desempenho em alguns momentos, provavelmente devido ao aquecimento.
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