Universidade nega ter sido paga pelo FBI para hackear Tor

Por Redação | 19 de Novembro de 2015 às 15h45

A organização Tor Project acusou a Universidade Carnegie Mellon (CMU) de ter recebido US$ 1 milhão do FBI para hackear sua rede de anonimato no ano passado. Agora, a instituição de ensino está negando qualquer irregularidade. Ou quase isso.

Enquanto a universidade diz que houve uma série de "reportagens incorretas" acerca da sua pesquisa de segurança cibernética, ela também esclareceu que, ocasionalmente, recebe intimações para o trabalho de seus pesquisadores e que é legalmente obrigada a entregar as informações e conclusões de forma gratuita.

"A universidade cumpre as regras legais, em conformidade com intimações regularmente emitidas e não recebe nenhum financiamento para o seu cumprimento", disse a instituição por meio de um comunicado.

No entanto, para Roger Dingledine, diretor do Tor Project, as coisas não são exatamente como a CMU está dizendo. "Intimações não vêm com ordem de mordaça. Se houvesse uma ordem de mordaça teria havido uma ordem judicial. Intimações são como uma prescrição de receita que um médico tem em seu escritório. Basta digitar uma e imprimi-la", disse.

O que se sabe é que a divisão da CMU supostamente responsável pelo hack no Tor é um centro de pesquisa e desenvolvimento financiado pelo governo federal – algo confirmado pela própria universidade em seu comunicado –, o que significa que, se o FBI não pagou diretamente para o projeto, o governo indiretamente o apoiou para ter as informações que desejava.

"O instituto de pesquisa recebe todo o seu dinheiro do governo federal. Eles podem negar que eles foram pagos pelo FBI para fazer isso, mas os salários dos pesquisadores foram pagos com dinheiro federal", disse Chris Soghoian, principal tecnólogo da União Americana pelas Liberdades Civis.

Saiba mais sobre o caso: FBI pode ter pagado US$ 1 milhão para pesquisadores hackearem a rede Tor

Via Threat Post

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