Relatório da McAfee aponta atividade de novo malware no Brasil

Por Wagner Wakka | 19 de Dezembro de 2018 às 18h46
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A McAfee soltou um relatório nesta quarta-feira (19) em que apresenta um levantamento das principais ameaças da internet. Ao todo, a empresa registrou 480 novas ameaças por minuto. Outro fator de destaque foi o aumento das ameaças de produtos de internet das coisas, e o Brasil aparece em evidência com novo tipo de malware.

“Os cibercriminosos estão ansiosos para se armar com vulnerabilidades novas e antigas, e o número de serviços agora disponíveis nos mercados clandestinos aumentou drasticamente sua eficácia”, explica o cientista Christiaan Beek, líder da pesquisa.

Um primeiro ponto levantado pelo grupo é de que uso de credenciais ainda é um dos principais modos pelos quais cibercriminosos buscam aplicar golpes. Tal método ganhou ainda mais força por conta de vazamentos recentes de informação como o da rede de hotéis Marriott, anunciado recentemente. Com tais dados, hackers conseguem invadir e-mails de usuários com mais facilidade, mostrando como é importante não manter mesmo usuário e senha para todos os serviços.

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Plataformas de e-commerce também foram palco para grande parte dos golpes que envolvem colagem de cartões de crédito como mostra o estudo. Por conta disso, empresas passaram a investir mais em segurança no setor, também.

Destaque Brasileiro

O relatório aponta que o Brasil teve uma peculiaridade em termos regionais. O documento falou sobre o CamuBot, uma nova família de programas maliciosos com alta atividade no Brasil. Tal malware teria a capacidade de se camuflar como módulo de segurança de sistemas financeiros conseguindo burlar, por vezes, a proteção.

Segundo pesquisadores, o CamuBot tem características de outros malwares não brasileiros, o que pode indicar que é uma versão aprimorada por aqui. A pesquisa ainda aponta que, atualmente, tal programa tem como alvo o próprio Brasil.

Métodos

O relatório apontou que buscar vulnerabilidades foi um dos métodos mais utilizados em golpes pelos hackers neste último trimestre. Junto dele, também há destaque para ações que envolvem protocolos de acesso remotos, geralmente utilizados em apps de lojas online.

Por fim, o documento também mostrou que ramsonwares foram as formas mais utilizadas de golpes neste ano. Trata-se da ação em que o hacker rouba ou impede acesso a dados do usuário e cobra um resgate para liberar novamente. O número registrado deste tipo de golpe cresceu 45% no ano.

Principais dados

Segundo o estudo, a internet das coisas é o setor com mais crescimento em ameaças no último trimestres também mantendo a tendência de alta no ano. No total, houve crescimento de 73% nos últimos três meses, com aumento de 203% acumulado no ano.

Evolução dos malwares de intenet das coisas (Gráfico e dados: McAffe Labs)

Junto disso, criptomoedas também foram alvo de cibercriminosos, com aumento de 71% no número de programas voltados à mineração destas moedas.

Mineradores de criptomoedas também foram destaque da pesquisa (Gráfico e dados: McAffe Labs)

Outro dado alarmante foi que os vazamentos de dados financeiros subiu em 20% por conta de trojans utilizados em bancos. Em contrapartida, o relatório aponta que o número de malwares voltados para plataformas mobile caiu em 24% no trimestre.

O documento completo está aberto para consulta no site da McAfee.

Fonte: McAfee Labs

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