Ransomware: “resgates” pedidos por hackers triplicaram em 2016

Por Redação | 27 de Abril de 2017 às 16h35

Os hackers estão se tornando mais gananciosos na medida em que o ransomware se mostra uma ameaça cada dia mais eficaz. De acordo com dados da Symantec, o valor médio de resgates cobrados por criminosos virtuais para liberação de dispositivos mais do que triplicou no ano passado, saltando de US$ 294 no final de 2015 para US$ 1.077 no ano seguinte.

O total de tentativa de infecções também aumentou 36% em 2016, em relação ao ano anterior, assim como o foco dos golpes. Cada vez mais, saem de cena os ataques voltados a empresas enquanto os usuários finais se tornam mais vulneráveis, com 69% das ocasiões de ransomware detectadas em 2016 voltadas para eles.

Os Estados Unidos permanecem como o país mais afetado, com 34% dos focos de ataque. O Japão está em segundo lugar, com 9%, seguido de Itália (7%), Canadá e Índia, ambos com 4%. Holanda, Rússia, Alemanha, Austrália e Reino Unido estão empatados com 3%.

Diversificando os ataques

Os hackers também estariam se tornando mais versáteis, criando pragas específicas para determinados nichos ou nacionalidades, além de modificar ameaças atuais para que se tornem mais eficazes. Como o nome já indica, o ransomware é uma modalidade de ataque que “sequestra” o computador das vítimas, criptografando todos os arquivos e impedindo o uso, que somente é liberado mediante o pagamento do resgate.

Em muitos casos, o golpe aparece disfarçado de notificações de autoridades, indicando que o usuário teria realizado atividades ilícitas e estaria sendo multado. O pânico pode superar o bom senso, pois a fiscalização e atividade policial simplesmente não funciona assim. Mas, mesmo que saiba disso, a vítima pode muitas vezes se ver sem opção a não ser pagar, principalmente quando o ransomware ameaça deletar todos os arquivos após um certo tempo.

O problema é que, mesmo após o pagamento, apenas 47% das vítimas afirmam terem recuperado o acesso aos dados, com o restante perdendo tanto o dinheiro quanto os arquivos. 34% dos infectados afirmaram terem pago o resgate, um número alto que mostra porque os hackers estão apostando tanto nessa modalidade de ataque.

Ainda segundo os dados da Symantec, toda essa variedade em termos de ransomware também estaria movimentando o mercado negro, onde pragas mais simples são vendidas por US$ 10, enquanto as mais sofisticadas chegariam a US$ 1.800. Isso estaria permitindo que até mesmo criminosos pouco atuantes no mercado digital entrassem na onda, aumentando a incidência de ataques.

Apesar da versatilidade dos golpes, o método de infecção continua sendo o mesmo de antes, com os e-mails sendo o principal vetor. Dessa forma, a Symantec alerta os usuários para evitarem clicar em links recebidos por correio eletrônico, mesmo que eles tenham sido enviados por contatos conhecidos. Além disso, manter soluções de segurança ativas e atualizadas ajuda a manter celulares e computadores protegidos.

Fonte: PC World