Kremlin nega autoria do malware que está infectando mais de 500 mil roteadores

Por Ares Saturno | 24 de Maio de 2018 às 16h00

Na noite da última quarta-feira (23), o governo estadunidense e o FBI anunciaram que estão em busca de meios para eliminar a ameaça que ronda mais de 500 mil roteadores infectados com o malware VPNFilter, que acreditava-se ser de autoria de hackers russos ligados ao Kremlin com intuito de realizar ciberataques a entidades estatais e industriais ucranianas.

O serviço de segurança ucraniano (SBU) anunciou preocupação com a final da Copa dos Campeões, que ocorrerá no próximo sábado, dia 26 de maio, em Kiev, acreditando que a infecção dos roteadores poderia resultar em ciberataques por parte de hackers ligados ao Kremlin.

Entretanto, na manhã desta quinta-feira (24), Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, disse a jornalistas, durante uma teleconferência, que "a Rússia não está planejando um ataque de hackers usando roteadores", quando questionado sobre a alegação que o malware serviria a um ataque contra a Ucrânia no próximo fim de semana.

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As acusações apontaram para a atividade hacker russa por conta de semelhanças no código do VPNFilter em comparação a ataques cibernéticos anteriormente ligados ao Kremlin por agências estadunidenses, como o FBI, como os ataques que desligaram a rede elétrica do país e atingiram aeroportos, bancos e entidades governamentais ucranianas nos últimos anos.

Fonte: Engadget, Reuters

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